Política / Eleições 2026
Eleições 2026: ministros do governo Lula se preparam para disputar governos, Senado e Câmara
Mais de 20 integrantes da Esplanada devem deixar cargos até abril para concorrer; Planalto articula trocas sem afetar a governabilidade
28/01/2026
07:30
DA REDAÇÃO
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Com a aproximação do prazo de desincompatibilização para as eleições de 2026, mais de 20 ministros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já se movimentam para deixar a Esplanada dos Ministérios e disputar cargos eletivos. As candidaturas envolvem governos estaduais, Senado Federal, Câmara dos Deputados e Assembleias Legislativas.
Pela legislação eleitoral, agentes públicos que pretendem concorrer a cargos distintos dos que ocupam atualmente precisam se afastar até seis meses antes do pleito, o que deve provocar mudanças significativas no primeiro escalão até abril. A tendência, em grande parte das pastas, é a assunção interina dos secretários-executivos.
O Palácio do Planalto trabalha para administrar as trocas sem comprometer a governabilidade e, ao mesmo tempo, fortalecer palanques aliados nos estados. O foco estratégico está no Senado, que terá 54 das 81 cadeiras em disputa — dois terços da Casa. A candidatura de ministros é vista como crucial para ampliar a base de apoio a Lula em um eventual quarto mandato.
Em alguns casos, as candidaturas são dadas como certas; em outros, ainda dependem de costuras partidárias e do cenário local.
Renan Filho (MDB) — Transportes: decidiu disputar a reeleição ao governo de Alagoas; governou o estado entre 2015 e 2022.
Márcio França (PSB) — Empreendedorismo: lançou pré-candidatura ao governo de São Paulo em março de 2025.
Gleisi Hoffmann (PT) — Relações Institucionais: será candidata ao Senado pelo Paraná, após pedido de Lula.
Rui Costa (PT) — Casa Civil: deve disputar o Senado pela Bahia; ex-deputado federal e ex-governador.
André Fufuca (PP) — Esporte: confirmou candidatura ao Senado pelo Maranhão.
Simone Tebet (MDB) — Planejamento e Orçamento: cotada para o Senado por São Paulo; possibilidade de mudança de domicílio eleitoral e de partido.
Marina Silva (Rede) — Meio Ambiente: avalia disputar o Senado por São Paulo; há indefinição partidária, com sondagens de PT, PSol e PSB.
Silvio Costa Filho (Republicanos) — Portos e Aeroportos: confirmou tentativa de vaga ao Senado por Pernambuco.
Alexandre Silveira (PSD) — Minas e Energia: avalia buscar reeleição ao Senado por Minas Gerais.
Carlos Fávaro (PSD) — Agricultura e Pecuária: tentará reeleição ao Senado por Mato Grosso.
Waldez Góes (PDT) — Integração e Desenvolvimento Regional: cotado para o Senado pelo Amapá.
André de Paula (PSD) — Pesca e Aquicultura: candidato a deputado federal por Pernambuco.
Paulo Teixeira (PT) — Desenvolvimento Agrário: tentará reeleição como deputado federal por São Paulo.
Wolney Queiroz (PDT) — Previdência Social: cotado para deputado federal por Pernambuco.
Jader Filho (MDB) — Cidades: pretende disputar vaga na Câmara pelo Pará.
Anielle Franco (PT) — Igualdade Racial: candidata a deputada federal pelo Rio de Janeiro.
Sônia Guajajara (PSol) — Povos Indígenas: deve disputar reeleição como deputada federal por São Paulo.
Macaé Evaristo (PT) — Direitos Humanos e da Cidadania: pode disputar reeleição como deputada estadual em Minas Gerais, cargo do qual está licenciada.
O ministro da Educação, Camilo Santana (PT), anunciou que deve deixar o cargo até março. A decisão visa reforçar a reeleição do governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), e apoiar a campanha de Lula. Camilo não pretende disputar cargos em 2026 e deve retornar ao Senado, para o qual foi eleito em 2022. A movimentação ocorre após Ciro Gomes (PSDB) entrar na disputa pelo governo do Ceará e liderar pesquisas.
Fernando Haddad (PT) — Fazenda: principal aposta do PT para governo de São Paulo ou Senado, mas enfrenta resistência pessoal a novas disputas eleitorais. Haddad indicou que deve deixar o governo até o fim de janeiro e afirma que ainda não decidiu sobre o futuro político, apesar das pressões do partido e de Lula.
Geraldo Alckmin (PSB) — Vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços: situação indefinida; cotado para governo paulista, Senado ou manutenção na chapa presidencial como vice.
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