Política / Eleições 2026
Rodrigo Pacheco confirma a Lula candidatura ao Governo de Minas e anuncia filiação ao MDB
Senador deixa o PSD e passa a enfrentar Mateus Simões na disputa pelo Palácio Tiradentes
27/02/2026
08:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O senador Rodrigo Pacheco comunicou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na quinta-feira (26), que disputará o Governo de Minas Gerais nas eleições deste ano. A decisão foi formalizada durante reunião no Palácio do Planalto e altera de forma relevante o cenário político no segundo maior colégio eleitoral do país.
Ainda filiado ao PSD, Pacheco confirmou que deixará a legenda para ingressar no MDB, partido pelo qual concorrerá ao Palácio Tiradentes. A mudança ocorre após a filiação do vice-governador Mateus Simões ao PSD, consolidando-o como pré-candidato da sigla ao Executivo mineiro e provável principal adversário do senador na corrida estadual.
A saída de Pacheco do PSD encerra um período de indefinições iniciado no ano anterior. Após não ter sido indicado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), o senador chegou a sinalizar afastamento da vida pública. O presidente Lula, entretanto, manteve interlocução constante com o parlamentar e defendia sua permanência no cenário político nacional.
Com a filiação de Pacheco, o MDB passa a reposicionar sua estratégia eleitoral em Minas Gerais. Até então, o partido tinha como pré-candidato o ex-vereador Gabriel Azevedo, que deverá reavaliar sua participação na disputa diante da nova configuração interna.
A movimentação também pode desencadear rearranjos em outras legendas. A expectativa é que Pacheco amplie sua base de apoio, atraindo partidos como União Brasil e PP, além de possíveis migrações de deputados federais, estaduais e prefeitos atualmente vinculados ao PSD.
Além de Rodrigo Pacheco e Mateus Simões, outros nomes já se posicionam como pré-candidatos ao Governo de Minas. Entre eles estão o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), o professor Túlio Lopes (PCB) e Maria Consolação (Psol).
A entrada de Pacheco no pleito amplia a competitividade da eleição mineira e projeta uma disputa com forte peso nacional, dada a relevância política e eleitoral de Minas Gerais no contexto federal.
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