Palmas (TO), Sábado, 14 de Março de 2026

Polícia / Justiça

PF aponta que Daniel Vorcaro teria pago R$ 24 milhões a operador conhecido como “Sicário” para execução de crimes

Investigação da Operação Compliance Zero revela pagamentos mensais e rede usada para ameaças, espionagem e interferência em sistemas

14/03/2026

11:00

DA REDAÇÃO

©DIVULGAÇÃO

A Polícia Federal (PF) identificou que o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teria transferido cerca de R$ 24 milhões ao operador Luiz Phillipi Mourão, conhecido pelo codinome “Sicário”, apontado pelos investigadores como principal executor de atividades ilícitas ligadas ao esquema investigado na Operação Compliance Zero.

De acordo com o inquérito federal, Mourão recebia pagamentos mensais próximos de R$ 1 milhão entre 2024 e 2025 para coordenar uma rede de operações que incluía ameaças a opositores, interferência em sistemas de investigação e ações para remover conteúdos críticos ao banco em plataformas digitais.

Atuação na derrubada de conteúdos e acesso a sistemas

Segundo informações divulgadas pelo portal NSC Total, as provas reunidas pela investigação indicam que o operador atuava em uma estrutura organizada para monitorar e manipular informações digitais, incluindo:

  • Derrubada de conteúdos críticos ao Banco Master em plataformas digitais

  • Invasão ou monitoramento de redes e sistemas de investigação

  • Acesso ilegal a dados restritos em sistemas internacionais

  • Coordenação de contatos para obtenção de informações sigilosas

Em um dos episódios descritos no inquérito, Mourão teria acionado uma rede de colaboradores para verificar a existência de mandados de prisão contra Vorcaro no sistema da Interpol, cerca de um mês antes da deflagração da operação policial.

Mensagens revelam consultas ilegais

Mensagens obtidas pela Polícia Federal por meio do WhatsApp indicam que, após solicitar o acesso a dados restritos, “Sicário” enviou registros fotográficos a Vorcaro confirmando a ausência de alertas internacionais contra o banqueiro.

Nas conversas, o operador também menciona que aguardava um relatório ligado ao FBI, sugerindo a tentativa de acompanhar possíveis investigações internacionais.

Suicídio após prisão

Luiz Phillipi Mourão foi preso durante as investigações, mas tirou a própria vida enquanto estava detido na sede da Superintendência da Polícia Federal em Belo Horizonte, conforme registrado pelas autoridades.

Prisão e transferência de Vorcaro

O banqueiro Daniel Vorcaro foi preso novamente no dia 4 de março, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que apura fraudes financeiras, crimes cibernéticos e obstrução de justiça.

Inicialmente custodiado na Penitenciária 2 de Potim, no interior de São Paulo, Vorcaro foi posteriormente transferido para a Penitenciária Federal de Brasília, unidade de segurança máxima.

Investigação continua

A Polícia Federal segue investigando o caso para identificar outros integrantes da rede utilizada para acesso ilegal a informações e práticas de crimes digitais, além de apurar eventuais conexões nacionais e internacionais do esquema.


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