Política / Comércio Exterior
Chanceler Mauro Vieira e senadores alinham missão oficial aos EUA para debater crise tarifária
Grupo chefiado por Nelsinho Trad articula fortalecimento do diálogo político-econômico com o Congresso norte-americano
23/07/2025
13:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
Em meio à escalada das tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos, o chanceler Mauro Vieira e a embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Viotti, se reuniram virtualmente com o senador Nelsinho Trad (PSD-MS) e integrantes da missão oficial da Comissão Temporária Externa do Senado, que viajam a Washington de 28 a 30 de julho. A articulação visa reforçar o diálogo institucional com o Congresso dos EUA e defender setores estratégicos da economia brasileira, sem entrar no mérito de negociações tarifárias — competência exclusiva do Poder Executivo.
A missão foi aprovada pelo Plenário do Senado e terá caráter suprapartidário e institucional, com foco em aproximar interlocutores políticos e econômicos de alto nível. Segundo o presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE), senador Nelsinho Trad, o objetivo é atuar na defesa dos interesses nacionais, especialmente frente à ameaça de perdas bilionárias e desemprego em massa decorrentes das tarifas de 50% impostas pelos EUA.
“Não temos a prerrogativa de abrir qualquer negociação, mas temos o dever de dialogar”, afirmou Trad.
Durante a reunião, o chanceler Mauro Vieira apresentou dados estratégicos sobre a relação comercial:
Superávit americano de US$ 410 milhões com o Brasil nos últimos 15 anos.
Complementariedade econômica tem sido usada como argumento para isenção das tarifas.
Primeiras tratativas diplomáticas ocorreram antes do anúncio oficial das tarifas, ainda em abril.
Estudos técnicos da CRE alertam que os setores de agronegócio, mineração, energia, celulose, metalurgia e indústria de transformação estão sob risco direto. As tarifas podem colocar até 1,9 milhão de empregos em risco em estados como:
São Paulo
Paraná
Santa Catarina
Mato Grosso do Sul
Do lado norte-americano, estados como Califórnia, Texas, Flórida e Nova Jersey também têm forte dependência das exportações brasileiras — como café, petróleo, carnes e peças aeronáuticas — e já sentem os impactos nas cadeias produtivas e fluxos de investimento.
A reunião contou ainda com a presença da secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, e do chefe de gabinete do vice-presidente Geraldo Alckmin, Pedro Guerra. Ambos reforçaram:
O apoio técnico e institucional do MDIC à missão;
A disposição do governo para dialogar com o setor privado;
O mapeamento de preocupações em áreas-chave, como big techs, perecíveis e indústria extrativa.
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