Política / Justiça
Magno Malta se acorrenta no plenário do Senado em protesto por impeachment de Moraes
Senador bolsonarista lidera ocupação contra decisões do STF; Tereza Cristina e Nelsinho Trad apoiam impeachment
06/08/2025
22:30
DA REDAÇÃO
©REPRODUÇÃO
O senador Magno Malta (PL-ES) protagonizou um ato dramático na noite desta quarta-feira (6) ao se acorrentar à Mesa Diretora do plenário do Senado, em protesto contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A ação integra uma ocupação liderada por parlamentares bolsonaristas que começou na terça-feira (5), após a decretação da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Só saio daqui morto ou com uma resposta concreta para uma população que exige reação diante da escalada de poder de um único homem”, declarou Magno Malta, referindo-se a Moraes.
A oposição — especialmente senadores e deputados ligados a Bolsonaro — passou a obstruir os trabalhos no Congresso em defesa de três pautas centrais, que estão sendo chamadas de “Pacote da Paz”:
Impeachment de Alexandre de Moraes (STF)
Aprovação do PL da Anistia, que busca perdoar os envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023
Fim do foro privilegiado para autoridades públicas
“Podem cortar meu ponto, meu salário, minha presença em comissões. Eu só saio daqui quando tudo isso acontecer”, afirmou Magno em vídeo publicado nas redes sociais.
Entre os três senadores de Mato Grosso do Sul, dois já se declararam favoráveis ao impeachment de Moraes:
Tereza Cristina (PP) – a favor
Nelsinho Trad (PSD) – a favor
Soraya Thronicke (Podemos) – ainda indecisa
Atualmente, Moraes acumula 30 pedidos de impeachment, todos sob análise da presidência do Senado. Levantamento do portal votossenadores.com.br mostra que 40 senadores apoiam a abertura do processo, 19 são contrários, e 22 permanecem indecisos. Para avançar, a proposta precisa de 2/3 dos votos do plenário (54 dos 81 senadores).
O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), já declarou que não pautará os pedidos de impeachment e criticou a tentativa de obstrução do funcionamento do Parlamento:
“O Parlamento não será refém de ações que visem desestabilizar seu funcionamento. Seguiremos votando matérias de interesse da população”, disse Alcolumbre, que convocou sessão deliberativa para esta quinta-feira (7).
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