Política / Justiça
Defesa de Lulinha sinaliza colaboração ao STF e busca evitar medidas cautelares em investigação do INSS
Advogado se reúne com André Mendonça e afirma que filho do presidente está disposto a prestar depoimento voluntário
17/03/2026
12:15
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, intensificou sua estratégia junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) ao sinalizar disposição para colaboração no inquérito que apura supostas irregularidades envolvendo o INSS. O advogado Marco Aurélio de Carvalho se reuniu, na última quarta-feira (11 de março), com o ministro André Mendonça, relator do caso, em encontro realizado no gabinete do magistrado, em Brasília.
Durante a conversa, o defensor afirmou que Lulinha está disposto a prestar depoimento de forma espontânea, com o objetivo de esclarecer eventuais dúvidas sobre sua participação direta ou indireta nos fatos investigados.
“Ele pretende colaborar voluntariamente e de maneira efetiva para esclarecer qualquer questionamento”, declarou Marco Aurélio de Carvalho, ao confirmar o encontro com o ministro.
A postura adotada pela defesa busca demonstrar cooperação com as investigações, estratégia que pode influenciar a condução do processo e eventualmente evitar a adoção de medidas cautelares, como restrições judiciais mais severas.
O inquérito em análise envolve suspeitas relacionadas à chamada “farra do INSS”, investigação que apura possíveis irregularidades em operações ligadas ao sistema previdenciário.
Em meio à apuração, a defesa também confirmou que Lulinha viajou a Portugal em 2024 acompanhado do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. A informação havia sido divulgada anteriormente pela imprensa e foi reconhecida publicamente pela defesa durante entrevista concedida na segunda-feira (16 de março).
A admissão da viagem e da relação com o investigado integra a estratégia de transparência adotada pela defesa, que busca reduzir questionamentos e demonstrar alinhamento com os procedimentos legais.
O processo segue sob relatoria do ministro André Mendonça, no STF, e pode avançar conforme a análise das informações apresentadas pela defesa e pelos órgãos de investigação.
O posicionamento de colaboração por parte de Lulinha ocorre em um momento sensível do inquérito e pode influenciar os próximos desdobramentos jurídicos do caso, especialmente no que diz respeito à eventual responsabilização ou arquivamento das investigações.
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