Política / Justiça
Moraes amplia monitoramento externo da casa de Bolsonaro e determina vistorias em veículos
Decisão reforça fiscalização da prisão domiciliar diante de risco de fuga e dificuldades relatadas pela Polícia Penal do DF
30/08/2025
07:00
DA REDAÇÃO
©REPRODUÇÃO
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste sábado (30) a ampliação do monitoramento na área externa da residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar e é monitorado por tornozeleira eletrônica.
A medida inclui a realização de vistorias em todos os veículos que saírem da casa, incluindo porta-malas, com registro detalhado de motoristas e passageiros. A decisão atende a apontamentos da Secretaria de Administração Penitenciária do DF, que relatou “pontos cegos” devido à proximidade da residência de Bolsonaro com outros imóveis.
Monitoramento presencial permanente na área externa da residência;
Vistorias documentadas em todos os veículos que entrarem e saírem;
Garantia de registro de motoristas e ocupantes;
Ajustes para conciliar a privacidade de vizinhos com a segurança da lei penal.
Moraes ressaltou que a prisão domiciliar, apesar de ser medida intermediária, “continua sendo uma restrição à liberdade individual” e não pode perder sua efetividade sob pena de inutilidade.
Na segunda-feira (25), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, já havia defendido a ampliação da fiscalização, mas sem agentes no interior da residência, apenas na área externa.
Moraes já havia determinado nesta semana o monitoramento em tempo integral de Bolsonaro.
Tanto Moraes quanto a PGR destacaram o risco de fuga, sobretudo pela atuação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos, onde articula apoio político contra o Judiciário brasileiro.
Bolsonaro é réu no STF por tentativa de golpe de Estado após a vitória de Lula em 2022. A prisão domiciliar, no entanto, decorre de outro inquérito, que o investiga junto com Eduardo Bolsonaro por suspeita de coação a autoridades do processo golpista.
Nos EUA, Eduardo Bolsonaro tem buscado apoio junto ao ex-presidente Donald Trump, que recentemente impôs um tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros, alegando perseguição política a Bolsonaro e classificando o julgamento como “caça às bruxas”.
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