Palmas (TO), Domingo, 08 de Fevereiro de 2026

Economia / Finanças

Isenção do IRPF até R$ 5 mil já eleva salário líquido em 2026; ganho pode superar R$ 4 mil ao ano

Nova faixa de isenção do Imposto de Renda beneficia milhões de trabalhadores formais e altera renda disponível mensal

08/02/2026

12:00

DA REDAÇÃO

©DIVULGAÇÃO

A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) para quem recebe até R$ 5 mil por mês entrou em vigor em janeiro de 2026 e já impacta diretamente o salário líquido de milhões de brasileiros. Com a mudança, trabalhadores que antes tinham desconto mensal do tributo deixaram de pagar o imposto na fonte, ampliando a renda disponível ao longo do mês.

Na prática, o valor que era retido pela Receita Federal passa a permanecer no bolso do contribuinte, restando apenas os descontos obrigatórios, como a contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Quanto passa a sobrar no salário

O impacto varia conforme a renda bruta mensal e as deduções aplicáveis, mas simulações mostram ganhos relevantes, especialmente nas faixas próximas ao teto de R$ 5 mil.

Segundo cálculos da Confirp Contabilidade, um trabalhador com renda bruta de R$ 5 mil terá um ganho mensal de R$ 312,89. Considerando o 13º salário, o aumento anual chega a R$ 4.067,57.

Confira os ganhos mensais estimados por faixa salarial:

  • R$ 3.036: não terá ganho por mês.

  • R$ 3.400: ganho de R$ 27,30 por mês.

  • R$ 3.600: ganho de R$ 54,76 por mês.

  • R$ 3.800: ganho de R$ 84,76 por mês.

  • R$ 4.000: ganho de R$ 114,76 por mês.

  • R$ 4.200: ganho de R$ 144,76 por mês.

  • R$ 4.400: ganho de R$ 177,89 por mês.

  • R$ 4.600: ganho de R$ 222,89 por mês.

  • R$ 4.800: ganho de R$ 267,89 por mês.

  • R$ 5.000: ganho de R$ 312,89 por mês (R$ 4.067,57 por ano).

  • R$ 5.200: ganho de R$ 286,27 por mês.

  • R$ 5.400: ganho de R$ 259,64 por mês.

  • R$ 5.600: ganho de R$ 233,01 por mês.

  • R$ 5.800: ganho de R$ 206,38 por mês.

  • R$ 6.000: ganho de R$ 179,75 por mês.

  • R$ 6.200: ganho de R$ 153,12 por mês.

  • R$ 6.400: ganho de R$ 126,49 por mês.

  • R$ 6.600: ganho de R$ 99,86 por mês.

  • R$ 6.800: ganho de R$ 73,23 por mês.

  • R$ 7.000: ganho de R$ 46,60 por mês.

  • R$ 7.200: ganho de R$ 19,98 por mês.

  • R$ 7.350: não terá ganho por mês.

  • R$ 7.400: não terá ganho por mês.

  • R$ 7.500: não terá ganho por mês.

  • R$ 8.000: não terá ganho por mês.

Para quem recebe entre R$ 3.400 e R$ 4.800, o ganho real varia de R$ 27 a R$ 267 por mês. Já entre R$ 5.200 e R$ 7.200, o benefício oscila entre R$ 286 e R$ 19 mensais, devido ao mecanismo de desconto parcial conhecido como “escadinha”.

Impacto econômico e distributivo

A ampliação da faixa de isenção beneficia principalmente trabalhadores formais com renda mensal entre dois e cinco salários mínimos, além de aposentados e pensionistas que ainda sofriam tributação nessa faixa.

Entre os principais efeitos da medida estão:

  • Aumento imediato da renda disponível das famílias;

  • Redução da carga tributária sobre rendas médias;

  • Estímulo ao consumo interno, com reflexo positivo sobre comércio e serviços;

  • Maior progressividade tributária, ao reduzir o peso do imposto sobre a renda do trabalho.

Por que a medida é considerada fiscalmente neutra

O governo sustenta que a ampliação da isenção foi acompanhada de ajustes compensatórios, o que reduz o impacto sobre a arrecadação. Entre os mecanismos apontados estão:

  • Ajustes na tributação de rendas mais altas, dividendos ou benefícios fiscais, recompondo parte da perda inicial;

  • Maior consumo das famílias, elevando a arrecadação de tributos sobre bens e serviços;

  • Potencial estímulo à formalização do trabalho, ampliando a base de arrecadação previdenciária;

  • Redistribuição da carga tributária, com menor peso sobre rendas médias e maior incidência sobre rendas mais elevadas.

Quem mais sente o efeito

O benefício é mais perceptível para contribuintes próximos ao teto de R$ 5 mil, que ainda tinham incidência relevante de IR antes da mudança. Agora, esses trabalhadores deixam de ter retenção mensal do imposto, aumentando o salário líquido de forma direta.

A medida reforça o caráter distributivo da política tributária ao aliviar a carga sobre a renda do trabalho e ampliar o poder de compra de milhões de brasileiros em 2026.


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