Interior / Terenos
Prefeitura de Terenos firma contrato emergencial após Operação Spotless; prefeito afastado e mais 25 são denunciados por corrupção
Arlindo Landolfi (Republicanos), prefeito em exercício, substitui empresa investigada e adota medidas para manter serviços essenciais
30/09/2025
11:45
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O prefeito em exercício de Terenos, Arlindo Landolfi (Republicanos), afirmou nesta terça-feira (30) que firmou contrato emergencial para fornecimento de internet e reorganizou parte dos serviços municipais após a prisão do prefeito afastado Henrique Budke (PSDB), investigado na Operação Spotless.
Durante visita à Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), Landolfi explicou que suspendeu contratos e pagamentos suspeitos e deu prazo de dez dias para que as empresas citadas na investigação se manifestassem sobre interesse em manter vínculos com a prefeitura.
“Algumas coisas já licitamos em forma emergencial, por exemplo a internet, por três meses. Na limpeza, colocamos por conta da própria prefeitura, e mais coisas estamos aguardando para decidir”, disse Landolfi.
Na semana passada, a gestão contratou por dispensa de licitação a empresa Spotnet Telecomunicações Ltda. para fornecer internet em escolas, postos de saúde, CRAS, Conselho Tutelar e demais unidades públicas, ao custo de R$ 154,8 mil.
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) denunciou o prefeito afastado Henrique Budke e mais 25 pessoas, incluindo empresários, servidores e um vereador, por envolvimento em esquema de corrupção e fraudes em licitações.
Segundo o procurador-geral de Justiça Romão Ávila Milhan Júnior, foi descoberta uma organização criminosa instalada no Executivo de Terenos, que transformou a prefeitura em um “balcão de negócios”.
Acusações: fraudes em licitações, direcionamento de obras, sobrepreço, simulação de concorrência e pagamento de propina.
Valor das fraudes: ultrapassaram R$ 15 milhões apenas no último ano.
Empresas beneficiadas: se revezavam em contratos, com editais elaborados sob medida.
Propinas: eram pagas para acelerar processos e validar serviços não executados.
Deflagrada em 9 de setembro, a Operação Spotless foi conduzida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção).
Mandados cumpridos: 16 de prisão e 59 de busca e apreensão em Terenos, Campo Grande e Santa Fé do Sul (SP).
Origem: a investigação surgiu a partir das provas coletadas na Operação Velatus (2024).
Apoio operacional: contou com o BPChoque e o Bope da Polícia Militar de MS.
Henrique Budke, apontado como líder da organização criminosa, segue preso há mais de 20 dias.
Já Arlindo Landolfi tenta dar continuidade aos serviços municipais, ao mesmo tempo em que busca reorganizar a gestão em meio ao escândalo.
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