Palmas (TO), Quinta-feira, 09 de Abril de 2026

Política / Justiça

CCJ do Senado marca para 29 de abril sabatina de Jorge Messias para vaga no STF

Relator da indicação, senador Weverton Rocha afirma que análise no colegiado será seguida de votação no plenário no mesmo dia

09/04/2026

18:00

DA REDAÇÃO

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A sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) foi marcada para o dia 29 de abril na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. A informação foi confirmada nesta quinta-feira, 9 de abril, pelo senador Weverton Rocha (PDT-MA), relator do processo de indicação na comissão.

Segundo o parlamentar, a previsão é que a arguição ocorra no período da manhã e que, concluída essa etapa, o nome de Messias siga no mesmo dia para votação no plenário do Senado Federal. Para ser aprovado e tomar posse no STF, o indicado precisará obter pelo menos 41 votos favoráveis entre os senadores.

De acordo com Weverton Rocha, o relatório sobre a indicação será apresentado na próxima quarta-feira, 15 de abril, também no âmbito da CCJ. O senador afirmou que o cronograma foi alinhado após conversas entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o presidente da comissão, Otto Alencar (PSD-BA).

Ao comentar o rito, o relator disse que seguirá o procedimento tradicional: leitura do parecer, realização da sabatina e, em seguida, encaminhamento do resultado ao plenário da Casa. A expectativa é de que todo esse processo seja concentrado no dia 29, acelerando a definição sobre a vaga aberta na Corte.

A indicação de Jorge Messias foi formalizada na semana passada, quando a Presidência da República encaminhou ao Senado a documentação necessária para dar sequência à análise do nome. A escolha é uma prerrogativa constitucional exclusiva do presidente da República e ocorreu pouco mais de quatro meses depois do anúncio feito por Luiz Inácio Lula da Silva, em 20 de novembro do ano passado.

Na avaliação do relator, o ambiente político no Senado é favorável à aprovação do nome do atual chefe da Advocacia-Geral da União (AGU). Weverton Rocha adiantou, inclusive, que seu parecer será pela aprovação de Messias, sob o entendimento de que ele reúne os requisitos exigidos para o cargo, como notável saber jurídico e reputação ilibada.

O senador também afirmou que, desde a indicação, Jorge Messias intensificou o diálogo com parlamentares e ampliou as conversas em busca de apoio no Senado. Na leitura do relator, esse movimento ajudou a construir um cenário mais favorável à aprovação em plenário.

Antes mesmo da formalização da indicação, Messias já havia sinalizado que pretendia sustentar junto aos senadores um discurso voltado à pacificação institucional, ao diálogo e à conciliação. Na ocasião, declarou que continuaria empenhado na defesa da estabilidade e reafirmaria esse compromisso durante o processo de sabatina.

Jorge Messias foi indicado para ocupar a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, que anunciou aposentadoria antecipada e deixou o tribunal em outubro de 2025. Se aprovado, o atual advogado-geral da União poderá permanecer na Corte por até cerca de 30 anos, já que tem 45 anos e a aposentadoria compulsória dos ministros do STF ocorre aos 75.

Natural de Recife, Messias é procurador concursado da Fazenda Nacional desde 2007. É graduado em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e possui título de mestre e doutor pela Universidade de Brasília (UnB). Desde 1º de janeiro de 2023, ocupa o comando da AGU, no início do terceiro mandato do presidente Lula.

Antes disso, também integrou o governo da ex-presidente Dilma Rousseff, quando exerceu a função de subchefe para Assuntos Jurídicos da Presidência da República, setor responsável pelo assessoramento jurídico direto ao chefe do Executivo.

Com a data da sabatina definida, o processo entra agora em sua etapa decisiva no Senado. A análise de Jorge Messias pela CCJ e pelo plenário deve movimentar o ambiente político e jurídico nas próximas semanas, em torno de uma das escolhas mais relevantes do atual governo para o sistema de Justiça brasileiro.


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