Política Nacional
Silas Malafaia critica Flávio Bolsonaro e volta a defender Tarcísio como nome da direita para 2026
Pastor afirma que pré-candidatura do senador não empolgou o campo conservador e sustenta que vitória passa por aliança ampla entre centro e direita
22/01/2026
13:45
DA REDAÇÃO
©ARQUIVO
Aliado histórico do ex-presidente Jair Bolsonaro, o pastor Silas Malafaia voltou a defender publicamente o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como o nome mais competitivo da direita para a disputa presidencial de 2026. Em entrevista ao SBT News, Malafaia avaliou que a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) “não empolgou a direita”.
Segundo o líder religioso, o campo conservador dispõe de quadros qualificados — como Ratinho Júnior (PSD), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (União Brasil) —, mas a eleição exigiria mais do que competência administrativa. Para Malafaia, vencer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passa por construir uma frente com capilaridade além do núcleo bolsonarista, algo que ele acredita ser mais factível com Tarcísio.
“A direita pura não ganha a eleição”, afirmou Malafaia, ao defender uma candidatura capaz de dialogar com o centro político.
O pastor também citou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) como ativo eleitoral estratégico, destacando sua capacidade de diálogo com mulheres e evangélicos. Na leitura de Malafaia, a composição de uma chapa ou a atuação de Michelle como cabo eleitoral ampliaria o alcance do projeto presidencial.
Malafaia foi além ao questionar a decisão de Bolsonaro de ungir Flávio como candidato do bolsonarismo. Sem atacar o senador pessoalmente, afirmou não enxergar “musculatura” suficiente para derrotar Lula e sugeriu que o processo decisório teria sido politicamente frágil.
“Eu achei uma afronta: um pai debilitado emocionalmente, o filho ir lá, sozinho, e arrancar dele: ‘eu sou candidato’”, disse, classificando o episódio como “amadorismo político”.
Para Malafaia, o fato de a esquerda reagir com mais intensidade a Tarcísio do que a Flávio seria um indicativo de quem representa ameaça real no pleito. Ele também associou o adiamento da visita de Tarcísio a Bolsonaro, no Complexo Penitenciário da Papuda, às recentes declarações de Flávio, que afirmou ser “fundamental” a reeleição do governador paulista para a estratégia nacional do grupo.
“Na minha visão, Tarcísio não quis ir para ser tratado como cordeirinho”, afirmou Malafaia, ressaltando tratar-se de opinião pessoal.
A Secretaria de Comunicação do Estado de São Paulo informou que o encontro foi adiado por conflito de agenda e que uma nova data será marcada. Entretanto, conforme apuração do Estadão, a agenda oficial do governador previa apenas compromissos internos no Palácio dos Bandeirantes.
As declarações de Malafaia aprofundam as divergências internas no bolsonarismo e reforçam a disputa entre lealdade ao clã Bolsonaro e viabilidade eleitoral. Com Lula no horizonte e o campo conservador fragmentado, a definição do candidato da direita segue em aberto — e cada movimento aumenta a pressão sobre Tarcísio, Flávio e os articuladores do grupo.
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