Política / Eleições 2026
Convite do PL a Aécio provoca reação entre aliados de Nikolas e Eduardo Bolsonaro
Aproximação articulada por Valdemar Costa Neto para ampliar o palanque em Minas Gerais enfrenta resistência da ala mais ideológica do partido.
21/07/2026
11:30
DA REDAÇÃO
©REPRODUÇÃO/IA
A tentativa do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, de aproximar o partido do PSDB e incluir Aécio Neves na chapa eleitoral em Minas Gerais provocou reação entre aliados do deputado federal Nikolas Ferreira e do ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
Valdemar se reuniu com Aécio na semana passada e o convidou para disputar uma vaga ao Senado na mesma composição apoiada pelo PL nas eleições de 2026. A articulação faz parte da estratégia da direção nacional para ampliar as alianças da legenda e fortalecer o palanque presidencial de Flávio Bolsonaro.
A avaliação de Valdemar é que uma composição em Minas Gerais poderia facilitar uma aproximação nacional entre PL e PSDB, ampliando a base política do partido durante a campanha.
A possibilidade de aliança encontrou resistência no entorno de Nikolas Ferreira, considerado uma das principais lideranças do PL em Minas Gerais.
Aliados do deputado afirmam, nos bastidores, que ele dificilmente aceitaria dividir o mesmo palanque com Aécio. Para esse grupo, a aproximação entraria em conflito com o discurso de enfrentamento à corrupção adotado por Nikolas e por integrantes da ala bolsonarista mais ideológica.
A movimentação também expõe uma divergência sobre a estratégia eleitoral do partido. Enquanto Valdemar busca alianças mais amplas, incluindo lideranças de centro, parte do bolsonarismo defende chapas mais alinhadas ideologicamente.
O jornalista e influenciador Paulo Figueiredo, aliado próximo de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, também reagiu à articulação e voltou a atacar o presidente do PL.
“Gagáldemar precisa ser colocado em uma casa de repouso com urgência. O PL não aguenta mais este cara”, escreveu nas redes sociais.
A declaração reforçou o ambiente de tensão entre a cúpula partidária e o grupo ligado a Eduardo Bolsonaro, que já vinha fazendo críticas públicas à condução política de Valdemar.
O episódio revela um novo embate interno no partido. De um lado, Valdemar tenta construir uma coligação competitiva em Minas Gerais e ampliar o apoio à candidatura presidencial do PL. De outro, aliados de Nikolas e Eduardo demonstram resistência a acordos com políticos ligados ao centro e a grupos historicamente adversários do bolsonarismo.
A eventual candidatura de Aécio ao Senado ainda depende de negociações entre as duas legendas e da definição das chapas estaduais. Até o momento, não houve anúncio oficial de aliança entre PL e PSDB em Minas Gerais.
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