Política / Justiça
PF exonera agente condenado por integrar plano golpista contra Lula, Alckmin e Moraes
Wladimir Matos Soares perdeu o cargo após decisão vinculada às condenações do núcleo apontado como um dos mais violentos da trama para ruptura institucional após as eleições de 2022
31/03/2026
13:30
DA REDAÇÃO
©REPRODUÇÃO
O agente da Polícia Federal Wladimir Matos Soares foi exonerado após condenação no âmbito da ação que apura a trama golpista articulada para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder depois da derrota nas eleições de 2022. A medida foi formalizada no Diário Oficial da União e atende à determinação de perda do cargo público imposta aos condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo as investigações, Wladimir Matos Soares integrava o chamado “núcleo 3”, grupo apontado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como responsável por algumas das ações mais graves e violentas da organização investigada. Entre os elementos atribuídos ao grupo está o planejamento de ataques contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro do STF Alexandre de Moraes.
De acordo com os autos, o grupo reunia militares das forças especiais do Exército, conhecidos como “kids pretos”, além do então agente da PF. A acusação sustenta que o núcleo atuava na operacionalização de medidas extremas para viabilizar o rompimento da ordem democrática, incluindo monitoramento de alvos, pressão sobre o Alto Comando do Exército e articulações para sustentar a ruptura institucional.
No celular de Wladimir Matos Soares, os investigadores localizaram mensagens que mencionavam a intenção de “matar meio mundo” para assegurar a permanência de Bolsonaro no poder. O conteúdo foi incorporado ao conjunto de provas reunidas durante a apuração conduzida no STF.
As investigações também apontaram que os integrantes do núcleo discutiram formas de pressionar a cúpula do Exército a aderir ao movimento golpista. Entre os elementos reunidos estão trocas de mensagens e referências a uma reunião realizada em novembro de 2022, quando teria sido debatida a elaboração de uma carta dirigida a generais com o objetivo de influenciar o posicionamento do comando militar.
Pela participação no caso, Wladimir Matos Soares foi condenado a 21 anos de prisão. Também receberam penas outros integrantes do núcleo, entre eles os militares Hélio Ferreira Lima, Rafael Martins de Oliveira, Rodrigo Bezerra de Azevedo, Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros, Bernardo Romão Correa Netto e Fabrício Moreira de Bastos.
Preso desde novembro de 2024, Soares permanece detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal. Durante o interrogatório, ele negou as acusações e afirmou ser admirador de Alexandre de Moraes, apesar das evidências apresentadas no processo.
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