Polícia / Justiça
Goleiro Bruno é preso no Rio após dois meses foragido da Justiça
Ex-jogador foi localizado em São Pedro da Aldeia após descumprir regras da liberdade condicional; mandado havia sido expedido em março
08/05/2026
07:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O ex-goleiro Bruno Fernandes foi preso no fim da noite desta quinta-feira (7), em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, após ficar cerca de dois meses foragido da Justiça. A captura ocorreu em uma ação conjunta entre setores de inteligência da Polícia Militar do Rio de Janeiro e da Polícia Militar de Minas Gerais.
O mandado de prisão havia sido expedido em 5 de março, depois que a Vara de Execuções Penais entendeu que o ex-jogador do Flamengo descumpriu regras da liberdade condicional. Segundo a investigação, Bruno viajou para o Acre sem autorização judicial para atuar pelo Vasco-AC e não retornou ao regime semiaberto quando determinado pela Justiça.
De acordo com a Polícia Militar, Bruno Fernandes foi localizado no bairro Porto da Aldeia, em São Pedro da Aldeia. Ele não apresentou resistência durante a abordagem e colaborou com os agentes.
Após a prisão, o ex-goleiro foi conduzido inicialmente à 125ª Delegacia de Polícia, em São Pedro da Aldeia, onde o mandado foi cumprido. Em seguida, a ocorrência foi encaminhada para a 127ª DP, em Búzios, responsável pela continuidade dos procedimentos legais.
O comando do 25º BPM, de Cabo Frio, informou que a prisão foi resultado de trabalho integrado entre o setor de inteligência da unidade e o serviço de inteligência da PM de Minas Gerais.

O mandado de prisão foi expedido após a Justiça considerar que Bruno Fernandes descumpriu condições impostas durante a liberdade condicional.
Entre os pontos citados estão a viagem ao Acre, realizada em 15 de fevereiro, sem autorização judicial, para jogar pelo Vasco-AC. O ex-goleiro estava proibido de deixar o Estado do Rio de Janeiro sem autorização.
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) também apontou outros descumprimentos, como falta de atualização de endereço por três anos, desrespeito a horários de recolhimento, presença em locais proibidos e viagens sem autorização judicial.
Entre os episódios mencionados pelo MPRJ está a ida a um jogo no Maracanã, em fevereiro, além de uma viagem a um estádio em Minas Gerais.
Na época em que a viagem ao Acre foi revelada, a defesa do ex-goleiro alegou que o deslocamento tinha como objetivo a ressocialização por meio do trabalho e que a conduta não deveria ser considerada falta grave.
A ida ao clube acreano foi confirmada também pela regularização do atleta no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF. Bruno chegou a disputar uma partida pelo Vasco-AC, mas acabou dispensado posteriormente.
O espaço segue aberto para manifestação atualizada da defesa.
Bruno Fernandes foi preso em 2010 pelo assassinato da modelo e ex-namorada Eliza Samudio, caso que teve grande repercussão nacional e internacional.
Em 2013, ele foi condenado a 22 anos e um mês de prisão por homicídio qualificado, sequestro, cárcere privado e outros crimes relacionados ao caso. O corpo de Eliza nunca foi encontrado.
A Justiça concluiu que a modelo foi assassinada após cobrar o reconhecimento de paternidade do filho que teve com o então goleiro do Flamengo, Bruninho Samudio, atualmente goleiro das categorias de base do Botafogo.
Bruno ficou preso em regime fechado de 2010 a 2019, quando obteve progressão para o regime semiaberto. Em 2023, a Justiça concedeu a liberdade condicional.
Antes disso, em 2017, ele chegou a obter habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mas voltou à prisão dois meses depois, após nova decisão da Corte.
A pena do ex-goleiro está prevista para terminar em 8 de janeiro de 2031, conforme processo julgado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG).
Com a nova prisão, a Justiça deverá avaliar as consequências do descumprimento das condições impostas na liberdade condicional.
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.
Leia Também
Leia Mais
PF aponta ação de Vorcaro para intimidar Malu Gaspar após reportagens sobre Banco Master
Leia Mais
PGR defende manutenção da prisão domiciliar de Bolsonaro após caso de pistola
Leia Mais
PF vê falta de comprovação em venda usada por Sóstenes para justificar dinheiro apreendido
Leia Mais
EUA sancionam brasileiros e empresas por suposta ligação com o PCC
Municípios