ECONOMIA
Brasil e Argentina: trajetórias econômicas divergentes em 2024
Análise comparativa dos desempenhos e desafios enfrentados pelos dois gigantes sul-americanos
05/01/2025
08:00
DA REDAÇÃO
©REPRODUÇÃO
Em 2024, as economias do Brasil e da Argentina seguiram caminhos distintos, refletindo suas diferentes políticas econômicas, contextos internos e influências externas. Enquanto o Brasil demonstrou resiliência e crescimento moderado, a Argentina enfrentou desafios significativos que impactaram seu desempenho econômico.
O Brasil registrou um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de aproximadamente 2,5% em 2024, impulsionado pela recuperação pós-pandemia, investimentos em infraestrutura e aumento das exportações de commodities. Setores como agricultura, mineração e energia continuaram a ser pilares da economia brasileira, contribuindo para a estabilidade econômica.
Por outro lado, a Argentina apresentou um crescimento mais modesto, em torno de 1,2% no PIB. A economia argentina foi afetada por fatores como alta inflação, déficit fiscal e incertezas políticas. Apesar de esforços para estabilizar a moeda e renegociar dívidas externas, o país enfrentou dificuldades para atrair investimentos estrangeiros e promover um crescimento sustentável.
A inflação foi uma das principais preocupações na Argentina, que registrou índices elevados, chegando a 50% ao ano. O Banco Central adotou medidas restritivas, aumentando as taxas de juros para conter a alta dos preços, o que, por sua vez, impactou o consumo e o investimento no país.
No Brasil, a inflação também foi uma preocupação, mas conseguiu ser mantida dentro de metas estabelecidas pelo Banco Central, em torno de 4%. A política monetária brasileira focou no controle da inflação através de ajustes nas taxas de juros, sem comprometer significativamente o crescimento econômico.
O mercado de trabalho no Brasil mostrou sinais de recuperação, com a taxa de desemprego diminuindo para cerca de 8% em 2024. Programas de incentivo ao emprego e a retomada de setores como serviços e indústria contribuíram para a criação de novas vagas.
Já na Argentina, o desemprego permaneceu elevado, atingindo aproximadamente 12%. A instabilidade econômica e a falta de confiança dos investidores dificultaram a geração de empregos, exacerbando a vulnerabilidade social.
A moeda brasileira, o real, manteve-se relativamente estável em relação ao dólar americano, facilitando as exportações e controlando a inflação importada. O Brasil também conseguiu manter um nível de dívida externa manejável, graças a políticas fiscais prudentes e negociações bem-sucedidas com credores internacionais.
Em contraste, a Argentina enfrentou uma desvalorização significativa do peso argentino, que caiu cerca de 30% frente ao dólar em 2024. A alta do câmbio agravou a inflação e aumentou a carga da dívida externa, dificultando ainda mais a recuperação econômica do país.
O Brasil atraiu investimentos estrangeiros diretos em setores estratégicos, como energia renovável, tecnologia e infraestrutura, impulsionando a modernização da economia e a criação de empregos qualificados. As perspectivas para os próximos anos são positivas, com expectativas de crescimento contínuo e fortalecimento das instituições econômicas.
A Argentina, por sua vez, precisa implementar reformas estruturais profundas para estabilizar a economia, controlar a inflação e restaurar a confiança dos investidores. A renegociação da dívida, a reforma tributária e a promoção de um ambiente de negócios mais favorável são passos essenciais para reverter o cenário econômico atual e promover um crescimento sustentável.
Em 2024, o Brasil e a Argentina exemplificam realidades econômicas contrastantes na América do Sul. Enquanto o Brasil conseguiu manter um crescimento estável e controlar a inflação, a Argentina enfrenta desafios significativos que exigem reformas urgentes e políticas econômicas eficazes. A trajetória futura de ambos os países dependerá de suas capacidades de adaptação e implementação de estratégias que promovam a estabilidade e o desenvolvimento econômico.
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