ECONOMIA
Governo planeja aumentar isenção do imposto de renda para R$ 3.036 em 2025
Medida visa proteger trabalhadores que recebem até dois salários mínimos; Fernando Haddad destaca compensações fiscais
14/01/2025
12:58
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou nesta terça-feira (14) que o governo pretende ampliar a faixa de isenção do IRPF (Imposto de Renda de Pessoas Físicas) dos atuais R$ 2.824 para R$ 3.036 por mês em 2025. A mudança busca manter a isenção para trabalhadores que recebem até dois salários mínimos – valor que foi reajustado para R$ 1.518 no início deste ano –, garantindo que essa parcela da renda mensal continue isenta do imposto.
Segundo Haddad, a proposta dependerá de alterações no PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2025, que ainda será submetido à votação do Congresso. Ele ressaltou que o impacto fiscal da medida será divulgado oportunamente, mas garantiu que a eventual perda de arrecadação será compensada. “Tudo que nós fazemos tem compensação”, afirmou, sem especificar as fontes de financiamento.
O ministro destacou a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à equipe econômica para avançar com o aumento da faixa de isenção do IRPF. “A prioridade agora é ajustar o Orçamento à legislação que foi aprovada no final do ano passado e, na sequência, tomar providências para isso. Deve ter uma atualização para 2 salários mínimos. Estamos considerando essa possibilidade para manter o ritmo de incremento da mudança da faixa de isenção”, explicou Haddad.
A tabela do Imposto de Renda não sofre correção desde 2015, o que tem aumentado o número de contribuintes obrigados a pagar o imposto. Atualmente, o desconto do tributo é feito diretamente na folha de pagamento, com ajustes feitos anualmente por meio da declaração de ajuste.
Além da proposta para 2025, o governo estuda formas de cumprir a promessa de campanha de isentar rendas de até R$ 5 mil a partir de 2026. De acordo com a equipe econômica, cerca de 28 milhões de brasileiros seriam beneficiados se essa faixa fosse ampliada. A expansão para isentar rendas de até R$ 5 mil deve resultar em uma perda de arrecadação de R$ 35 bilhões ao ano. Para contrabalançar esse impacto, o governo avalia a possibilidade de taxar trabalhadores com rendimentos superiores a R$ 50 mil mensais – um grupo que corresponde a menos de 1% da população economicamente ativa.
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