Palmas (TO), Sexta-feira, 23 de Maio de 2025

Educação / Internacional

Trump proíbe Harvard de matricular alunos estrangeiros e revoga certificação de intercâmbio

Medida com efeito imediato acusa universidade de fomentar violência e ligações com o Partido Comunista Chinês

22/05/2025

17:00

DA REDAÇÃO

©DIVULGAÇÃO

O governo do ex-presidente Donald Trump proibiu, com efeito imediato, a Universidade de Harvard de matricular novos estudantes estrangeiros, após revogar sua certificação no Programa de Estudantes e Visitantes de Intercâmbio (SEVP), sistema que permite a permanência legal de alunos internacionais nos Estados Unidos.

A decisão foi oficializada pela secretária de Segurança Nacional, Kristi Noem, que acusou a universidade de promover um ambiente de violência, antissemitismo e suposta colaboração com o Partido Comunista Chinês. “Matricular estudantes estrangeiros é um privilégio, não um direito. Harvard teve diversas oportunidades de se ajustar, mas preferiu ignorar a lei. A revogação da certificação é uma resposta necessária”, declarou Noem em publicação nas redes sociais.

Estudantes estrangeiros podem ser forçados a deixar o país

Atualmente, Harvard conta com cerca de 6.800 estudantes internacionais, num total de quase 25 mil alunos. Com a perda da certificação, esses alunos poderão perder seu status legal nos EUA, caso não consigam transferir-se para outras instituições que mantenham o SEVP ativo.

Em nota oficial, o porta-voz da universidade, Jason Newton, classificou a medida como ilegal e politicamente motivada. “Estamos totalmente comprometidos em manter Harvard como um espaço de acolhimento para estudantes e acadêmicos de mais de 140 países. Eles enriquecem imensamente nossa instituição — e a própria nação”, afirmou.

Corte bilionário no financiamento federal

A decisão ocorre dias após o governo Trump anunciar um corte de US$ 2,6 bilhões (cerca de R$ 14,5 bilhões) nos repasses federais à universidade. Segundo a gestão republicana, o motivo seria a ocorrência de discriminação ideológica no campus e a falta de ações eficazes contra discursos considerados ofensivos.

O Departamento de Segurança Nacional também alegou que Harvard falhou em controlar manifestações com teor antissemita e supostas ligações com entidades internacionais consideradas hostis. A instituição, porém, nega veementemente essas acusações.

Reações e impacto

A revogação da certificação da universidade gerou forte repercussão nos meios acadêmicos e jurídicos. Especialistas apontam que a medida pode ter consequências severas para o intercâmbio científico e para a imagem internacional dos EUA como polo de excelência universitária. Líderes educacionais também denunciaram retaliação política e atentado à liberdade acadêmica.

“O que estamos vendo é uma tentativa clara de intimidar instituições que se opõem à atual retórica política, com impactos diretos na pesquisa, no ensino e no futuro de milhares de estudantes internacionais”, declarou um membro da Associação Americana de Universidades, sob condição de anonimato.


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