Saúde Pública
Lula lança programa ‘Agora Tem Especialistas’ com mutirões, telessaúde e parceria com setor privado para reduzir filas no SUS
Iniciativa busca atendimento mais rápido e eficiente em especialidades como cardiologia, oftalmologia e oncologia, com até 1,2 milhão de beneficiados por mês
30/05/2025
15:00
DA REDAÇÃO
O presidente Lula durante o lançamento da iniciativa: "O povo tem pressa, a periferia tem pressa e as pessoas das cidades menores têm pressa" ©Ricardo Stuckert / PR
Em cerimônia realizada no Palácio do Planalto nesta sexta-feira (30), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou oficialmente o programa Agora Tem Especialistas, uma ampla iniciativa do Governo Federal voltada à ampliação do acesso da população brasileira a consultas, exames e cirurgias especializadas por meio do SUS.
A estratégia prevê a mobilização total da estrutura de saúde do país — pública e privada — para enfrentar gargalos históricos no atendimento especializado, agravados durante a pandemia de Covid-19. O programa será desenvolvido em parceria com estados e municípios e contará com credenciamento de clínicas, hospitais filantrópicos e privados, extensão de turnos, mutirões nacionais, uso de telessaúde e até 150 carretas móveis com estrutura para exames e pequenas cirurgias em regiões desassistidas.
“A doença não espera. Não é possível brincar com a sorte das pessoas. Muita gente ainda morre no Brasil por falta de atendimento especializado. Minha obsessão é fazer com que esse programa chegue às pessoas que mais precisam”, afirmou Lula.
Atendimento especializado em cardiologia, oncologia, ginecologia, ortopedia, oftalmologia e otorrinolaringologia
Uso da rede privada e filantrópica como contrapartida de dívidas com a União
Implantação de mutirões para ampliar turnos em policlínicas, ambulatórios e salas cirúrgicas
Fortalecimento da telessaúde, com edital para telediagnóstico, teleconsultoria e laudos à distância
Criação do Super Centro Brasil para Diagnóstico de Câncer, integrando serviços como telepatologia e telelaudos
Aquisição de 121 aceleradores lineares até 2026, ampliando a rede oncológica do SUS
Unidades móveis equipadas com mamografia, raio-x, tomografia e atendimento para caminhoneiros e indígenas
Distribuição de 6.300 veículos para transporte de pacientes
Envio de mensagens por WhatsApp e SMS para informar usuários sobre agendamentos
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a expectativa é beneficiar 1,2 milhão de pacientes por mês com os serviços complementares. Ele lembrou que o acesso a especialistas é um dos maiores desafios da saúde pública global, agravado pelo déficit de médicos no interior do país e concentração dos especialistas na rede privada.
“Esse é um problema que não é só do Brasil, mas do mundo. E que se agravou com a pandemia. Com essa mobilização, vamos reduzir o tempo de espera para cirurgias e consultas que hoje demoram meses ou até anos”, disse Padilha.
De acordo com o Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS), cerca de 370 mil pessoas morrem por ano no Brasil em decorrência de doenças não transmissíveis associadas ao atraso nos diagnósticos.
Com o novo programa, o Ministério da Saúde também avança na consolidação do cuidado oncológico. A meta é transformar o SUS na maior rede pública de prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer da América Latina. O Super Centro Brasil para Diagnóstico de Câncer permitirá a emissão de 1.000 laudos por dia, com apoio do INCA e do A.C. Camargo Cancer Center.
A governança do programa será compartilhada com especialistas, gestores e usuários do SUS, e contará com a ampliação de 3.500 vagas para profissionais especializados, incluindo 500 para o Mais Médicos Especialistas.
Participaram do evento, remotamente, ministros como Gleisi Hoffmann, Anielle Franco, Geraldo Alckmin e Wellington Dias, além de gestores que acompanhavam entregas em cinco cidades, como aceleradores para hospitais oncológicos.
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