Bem-Estar Animal
Sancionada lei que proíbe tatuagens e piercings em cães e gatos em todo o Brasil
Prática passa a ser crime com pena de até 5 anos de prisão, além de multa e proibição da guarda dos animais
17/06/2025
11:15
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, sancionou nesta terça-feira (17) a Lei nº 15.150, que proíbe tatuagens e piercings em cães e gatos com finalidade estética em todo o território nacional. A norma foi publicada no Diário Oficial da União e representa um avanço na proteção dos direitos dos animais, além de fortalecer as políticas públicas de bem-estar animal no país.
A partir de agora, a realização ou permissão dessa prática se enquadra como crime de maus-tratos, com penas que incluem reclusão, multa e até a proibição da guarda do animal.
A nova legislação altera o artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998), que trata de sanções penais e administrativas relacionadas a maus-tratos contra animais. Segundo o texto:
Quem realizar ou permitir tatuagens ou colocação de piercings em cães e gatos com fins estéticos poderá ser punido com:
Reclusão de 2 a 5 anos;
Multa;
Proibição da guarda do animal.
Se a prática resultar na morte do animal, a pena pode ser agravada.
De acordo com o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), tanto tatuagens quanto piercings causam sofrimento, dor e risco à saúde dos animais. Entre os principais problemas estão:
Hemorragias e infecções graves;
Reações inflamatórias e alérgicas;
Traumas psicológicos, estresse e automutilação;
Irritabilidade, agressividade e rejeição do corpo estranho (piercing);
Aversão ao toque e aumento da sensibilidade.
O projeto foi apresentado pelo deputado Fred Costa (Patriota-MG) e contou com relatorias de Paulo Bengtson (PTB) na Câmara e dos senadores Alexandre Silveira (PSD) e Izalci Lucas (PL) no Senado. A proposta recebeu amplo apoio de entidades de proteção animal e do setor veterinário.
Antigamente, tatuagens e piercings eram utilizados para identificação de animais em criatórios, fazendas e laboratórios. Hoje, essas práticas foram substituídas por tecnologias como os microchips, que são seguros, indolores e muito mais eficientes na identificação eletrônica dos animais.
"Este é um avanço civilizatório. Nenhum animal deve ser submetido à dor ou mutilações por estética. A lei representa um grande passo no combate aos maus-tratos", destacou o deputado Fred Costa.
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.
Leia Também
Leia Mais
Brasil repete escalação e enfrenta o Japão no mata-mata da Copa
Leia Mais
Michelle deixa de seguir enteados e amplia sinais de crise na família Bolsonaro
Leia Mais
Moraes dá 15 dias para PGR avaliar relatório da PF sobre Flávio Bolsonaro
Leia Mais
Desenrola Adimplentes mira trabalhador informal com crédito mais barato
Municípios