Política / Justiça
Moraes reage a sanções dos EUA: ‘STF não se submeterá a ameaças covardes’
Ministro diz que rito processual seguirá normalmente e acusa “organização criminosa” de atuar a favor de interesses estrangeiros
01/08/2025
09:45
DA REDAÇÃO
©ARQUIVO
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), fez nesta sexta-feira (1º) seu primeiro pronunciamento público após ser alvo de sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos com base na Lei Global Magnitsky. Durante a cerimônia de abertura do semestre Judiciário, Moraes afirmou que a Corte “não irá se vergar a ameaças covardes e infrutíferas” e que os trabalhos continuarão normalmente.
“Este relator vai ignorar as sanções aplicadas e vai continuar trabalhando, sempre de forma colegiada”, declarou.
“Esta Corte vem, e continuará realizando sua missão Constitucional, em especial, neste segundo semestre, realizará os julgamentos e as conclusões dos quatro núcleos das importantes ações penais relacionadas à tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro.”
Moraes classificou como “espúrias” as tentativas de pressionar o STF por meio de sanções e chantagens internacionais:
“Não é possível pressões, coações, no sentido de querer obter, repito, entre aspas, um espúrio arquivamento imediato dessas ações penais sob pena de se prejudicar a economia brasileira, o sustento das pessoas, o trabalho dos brasileiros e das brasileiras.”
O ministro também acusou setores bolsonaristas de agir como “organização criminosa” que, segundo ele, atua de forma “covarde e traiçoeira sob o crivo de um Estado estrangeiro” para favorecer réus acusados de tentativa de golpe.
Moraes denunciou ameaças contra os presidentes da Câmara e do Senado, lembrando as pressões sobre Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) para abertura de processos de impeachment contra ministros do STF.
“Sem o menor respeito institucional, sem o menor pudor, sem a menor vergonha, [há] explícita chantagem para tentar obter uma inconstitucional anistia ou um início de impeachment sem existência de qualquer indício de crime de responsabilidade, mas sim por discordar da legítima atuação desta Suprema Corte.”
Segundo Moraes, as sanções e articulações internacionais fazem parte de um modus operandi voltado a criar instabilidade no país:
“O modus operandi é o mesmo: incentivo a taxações ao Brasil, incentivo à crise econômica, que gera a crise social, que por sua vez gera a crise política, para que novamente haja uma instabilidade social e possibilidade de um novo ataque golpista.”
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