Palmas (TO), Sexta-feira, 09 de Janeiro de 2026

Política Internacional

Trump diz que libertação de presos políticos na Venezuela é “sinal de paz” e suspende novos ataques

Presidente dos EUA afirma que cooperação com o governo interino de Delcy Rodríguez levou ao cancelamento da segunda ofensiva militar

09/01/2026

07:30

DA REDAÇÃO

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (9) que a libertação de presos políticos pela Venezuela representa um “sinal de paz” e um indicativo de que o novo governo venezuelano está disposto a cooperar com Washington. A declaração foi feita nas redes sociais do líder norte-americano, em meio às negociações entre os dois países após a queda de Nicolás Maduro.

Trump também elogiou a atuação conjunta entre os EUA e a Venezuela, sobretudo no processo de reconstrução da infraestrutura de petróleo e gás do país sul-americano. Segundo ele, essa cooperação com a presidente interina Delcy Rodríguez foi decisiva para o cancelamento da segunda onda de ataques militares que estava prevista contra o território venezuelano.

Devido a essa cooperação, cancelei a segunda onda de ataques anteriormente prevista, que parece não ser necessária. No entanto, todos os navios permanecerão em seus postos por questões de segurança”, afirmou Donald Trump.

O presidente dos Estados Unidos também anunciou que pelo menos US$ 100 bilhões serão investidos por grandes empresas petrolíferas na Venezuela e que se reunirá com essas companhias ainda nesta sexta-feira na Casa Branca.

Libertação de presos políticos

O governo interino da Venezuela anunciou oficialmente a libertação de prisioneiros políticos como parte de um processo para “consolidar a paz” no país. Em discurso realizado na quinta-feira (8), o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, confirmou a medida.

Segundo Rodríguez, que é irmão da presidente interina Delcy Rodríguez, a libertação envolve presos venezuelanos e estrangeiros.

É um gesto unilateral do governo bolivariano, com a intenção de contribuir para a convivência pacífica do país”, declarou.

O parlamentar afirmou que a decisão não decorre de negociações formais com outros governos, mas agradeceu a atuação de mediadores internacionais, entre eles o ex-primeiro-ministro da Espanha José Luis Rodríguez Zapatero, o presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva e o governo do Catar.

Sinais de aproximação com os Estados Unidos

Menos de uma semana após a queda de Nicolás Maduro, o novo governo da Venezuela, liderado por Delcy Rodríguez, passou a emitir sinais de aproximação com os Estados Unidos, envolvendo petróleo, comércio e direitos humanos.

Maduro foi capturado no dia 3 de janeiro, após mais de 12 anos no poder, durante uma operação militar conduzida pelos EUA sob a justificativa de combate ao narcotráfico. Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram levados para os Estados Unidos, onde enfrentam acusações relacionadas ao tráfico de drogas.

Logo após a queda do chavista, Trump anunciou que os Estados Unidos pretendem administrar a Venezuela por tempo indeterminado, até que o país esteja pronto para uma transição política. Segundo o presidente americano, a presença dos EUA no país tem “tudo a ver com o petróleo”.

De acordo com o secretário de Estado Marco Rubio, Washington opera um plano em três fases:

  • Estabilização do país

  • Recuperação econômica, com abertura ao capital americano e ocidental

  • Transição política

Como primeiro grande gesto, Trump revelou que o governo interino venezuelano concordou em entregar entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo aos Estados Unidos. O lucro da venda, segundo o presidente, será administrado por ele próprio para beneficiar os povos dos dois países.

A estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) confirmou que está em negociações com os Estados Unidos para venda de petróleo, classificando a operação como “estritamente comercial”, nos moldes das operações da Chevron, que manteve atividades no país apesar das sanções.

Direitos humanos ainda sob alerta

Apesar da libertação de presos políticos, organizações e jornalistas relatam que continuam ocorrendo censura e detenções na Venezuela. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores de Imprensa da Venezuela (SNTP), sete jornalistas foram presos nas proximidades da Assembleia Nacional no dia 5 de janeiro, sendo libertados após 10 horas.

O sindicato afirma, porém, que mais de 20 jornalistas seguem presos no país por razões políticas.

Relatos também indicam que grupos armados alinhados ao chavismo estariam abordando cidadãos para verificar mensagens em celulares. Arbeis Ramirez, líder religioso que atua no Brasil e na Venezuela, afirmou que pessoas estão sendo presas por críticas ao governo registradas em seus telefones.

Mesmo diante dessas denúncias, Donald Trump classificou a libertação dos presos como um passo positivo, sinalizando que, pelo menos no curto prazo, o novo governo venezuelano mantém aberta a via da cooperação com os Estados Unidos.


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