Palmas (TO), Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2026

Política / Justiça

PF envia ao STF relatório sobre celular de Daniel Vorcaro com citações a Dias Toffoli

Material foi encaminhado a Edson Fachin, que remeteu o conteúdo ao relator do caso; gabinete de Toffoli afirma que menções são “ilações” e questiona legitimidade da PF para pedir suspeição

11/02/2026

20:00

DA REDAÇÃO

©DIVULGAÇÃO

A Polícia Federal (PF) entregou ao Supremo Tribunal Federal (STF) relatório com dados extraídos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, no âmbito da investigação sobre supostas fraudes financeiras envolvendo a instituição. O material foi encaminhado pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, ao ministro Edson Fachin, que, por sua vez, remeteu o conteúdo ao ministro Dias Toffoli, relator do caso na Corte.

De acordo com informações da investigação, o aparelho apreendido continha menções ao nome de Dias Toffoli em conversas registradas no dispositivo. O celular foi recolhido durante a Operação Compliance Zero, que apura irregularidades financeiras relacionadas ao Banco Master, posteriormente liquidado pelo Banco Central em novembro.

Nota do gabinete de Toffoli

Em manifestação oficial, o gabinete do ministro Dias Toffoli afirmou que as citações são “ilações” e sustentou que a Polícia Federal não possui legitimidade jurídica para requerer a suspeição do magistrado, por não ser parte formal no processo.

“O gabinete do Ministro Dias Toffoli esclarece que o pedido de declaração de suspeição apresentado pela Polícia Federal trata de ilações. Juridicamente, a instituição não tem legitimidade para o pedido, por não ser parte no processo, nos termos do artigo 145 do Código de Processo Civil. Quanto ao conteúdo do pedido, a resposta será apresentada pelo Ministro ao Presidente da Corte”, diz a nota.

Questionamentos durante a investigação

Ao longo da apuração, a Polícia Federal também levantou questionamentos sobre decisões proferidas por Toffoli no curso do processo. Entre elas, a determinação inicial para que bens apreendidos fossem lacrados e armazenados no próprio STF, procedimento considerado incomum em investigações dessa natureza.

Parte da apuração sobre as supostas fraudes teve início na primeira instância da Justiça Federal, mas, em dezembro, Toffoli determinou a centralização do caso sob sua relatoria no Supremo. Desde então, o ministro conduz a tramitação, incluindo decisões sobre diligências, depoimentos e medidas cautelares.

Próximos passos

Com o envio do relatório ao relator, caberá agora ao ministro Dias Toffoli avaliar o conteúdo apresentado e decidir sobre eventuais desdobramentos processuais. Caso haja questionamento formal quanto à sua atuação, a análise caberá ao presidente do STF, conforme prevê o regimento interno da Corte.

A investigação segue em curso.


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