Palmas (TO), Sábado, 14 de Março de 2026

Política / Justiça

Rotina de Bolsonaro na unidade militar da Papuda incluía caminhadas diárias e monitoramento médico antes da internação

Ex-presidente mantinha rotina controlada sob escolta policial e acompanhamento de profissionais de saúde até apresentar quadro respiratório que motivou transferência hospitalar

14/03/2026

07:45

DA REDAÇÃO

©DIVULGAÇÃO

A rotina do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na unidade conhecida como “Papudinha”, localizada no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, no Complexo Penitenciário da Papuda, incluía caminhadas diárias e acompanhamento constante de profissionais de segurança e saúde até o episódio que resultou em sua internação hospitalar.

De acordo com relatos obtidos por fontes que acompanham o cotidiano da unidade, o ex-presidente mantinha um ritual vespertino que ocorria geralmente por volta das 17h. Nesse horário, Bolsonaro deixava a cela 2 para realizar uma caminhada nas proximidades do batalhão, atividade que durava aproximadamente uma hora.

Caminhadas sob escolta e acompanhamento médico

A movimentação ocorria sob um esquema de segurança e monitoramento médico. Durante o percurso, Bolsonaro era acompanhado por três policiais militares, incluindo o oficial de dia, além de um médico e dois profissionais de saúde do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Nas caminhadas, o ex-presidente costumava estar acompanhado de dois aliados políticos que também se encontram detidos na unidade: o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques. Segundo relatos, o trio realizava o percurso em ritmo acelerado, repetindo o circuito praticamente todos os dias.

Rotina mantida até episódio de saúde

Até pouco antes da internação, a rotina de Bolsonaro seguia aparentemente estável. Informações obtidas indicam que o ex-presidente se alimentava regularmente e permanecia grande parte do tempo na cela.

Durante esse período, não foram relatados sintomas evidentes como tosse persistente, vômitos ou sinais claros de mal-estar. A mudança no quadro clínico ocorreu de forma repentina na madrugada de sexta-feira, 13 de março, quando Bolsonaro apresentou vômitos associados a episódios de tosse intensa.

Após avaliação médica inicial dentro da unidade, ele foi encaminhado ao Hospital DF Star, em Brasília, para exames mais detalhados. Profissionais de saúde também identificaram queda na saturação de oxigênio, o que motivou a transferência para investigação clínica e monitoramento hospitalar.

Relatos familiares e histórico médico

Nas redes sociais, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) relatou que o pai apresentou calafrios e sudorese intensa antes da transferência hospitalar. Segundo informações divulgadas, a unidade prisional mantém equipe médica de plantão 24 horas, supervisionada pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal, para atender detentos com necessidades clínicas.

Desde 2018, Bolsonaro convive com complicações de saúde decorrentes do atentado a faca sofrido durante a campanha eleitoral daquele ano. O episódio provocou uma série de cirurgias e acompanhamento médico contínuo, principalmente por problemas intestinais.

Debate jurídico sobre condições de saúde

O histórico médico foi utilizado pela defesa do ex-presidente em pedido de prisão domiciliar, apresentado ao Supremo Tribunal Federal (STF). A solicitação, no entanto, foi negada no dia 5 de março pela Primeira Turma da Corte.

No voto apresentado no julgamento, o relator ministro Alexandre de Moraes afirmou que a estrutura da unidade onde Bolsonaro está custodiado possui condições adequadas para atendimento médico, incluindo acompanhamento permanente, consultas regulares e sessões de fisioterapia.

Situação jurídica e custódia

Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão após condenação por tentativa de golpe de Estado. O ex-presidente está detido na unidade da Papudinha desde 15 de janeiro.

Enquanto o quadro de saúde permanece sob avaliação médica, a rotina que incluía caminhadas diárias nas dependências do batalhão permanece temporariamente suspensa.


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