Política / Saúde
Flávio Bolsonaro relata que ex-presidente permanece debilitado durante internação em Brasília
Senador afirma que Jair Bolsonaro apresenta voz enfraquecida, aparência abatida e voltou a ter episódios de soluço
15/03/2026
07:15
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou neste sábado, 14 de março, que o ex-presidente Jair Bolsonaro continua apresentando sinais de debilidade durante a internação no Hospital DF Star, em Brasília. Segundo o parlamentar, o pai demonstra aparência abatida, voz enfraquecida e voltou a apresentar episódios de soluço.
A declaração foi feita à imprensa após visita ao ex-presidente na unidade hospitalar. De acordo com Flávio, apesar de não ter apresentado soluços no dia anterior, o sintoma voltou a ocorrer.
“Ontem ele não estava com soluços, mas hoje já apresentou novamente. A aparência continua abatida e a voz está enfraquecida, não é a voz normal dele”, relatou o senador aos jornalistas.
Ainda conforme o filho do ex-presidente, Bolsonaro afirmou que seu estado permanece inalterado, sem melhora significativa no quadro clínico.
Durante a conversa com a imprensa, Flávio Bolsonaro informou que a defesa aguarda a elaboração de um novo laudo médico para encaminhar à Justiça um novo pedido de prisão domiciliar para o ex-presidente.
Segundo o senador, a medida seria necessária para garantir acompanhamento médico e familiar contínuo, diante das condições de saúde do pai e dos efeitos colaterais de medicamentos que estariam sendo utilizados.
Flávio argumentou que, embora o ex-presidente esteja recebendo atendimento adequado, o fato de permanecer sozinho por longos períodos pode representar riscos.
Ele citou a possibilidade de desequilíbrios ou acidentes, sobretudo devido aos efeitos da medicação e à necessidade de monitoramento constante.
“Ele é bem tratado no batalhão, mas dorme sozinho e passa muito tempo sem companhia. Isso pode gerar risco de acidente, e uma demora no atendimento pode ter consequências graves”, afirmou.
De acordo com o relato do senador, médicos responsáveis pelo atendimento teriam indicado que o atendimento hospitalar rápido foi fundamental para evitar o agravamento da situação.
Segundo ele, os profissionais de saúde informaram que, caso o socorro tivesse demorado mais uma ou duas horas, o quadro poderia evoluir para infecção generalizada.
A possibilidade reforça, segundo Flávio, a necessidade de acompanhamento médico permanente para o ex-presidente nas próximas etapas do tratamento.
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