Política / Eleições 2026
Michelle Bolsonaro encerra crise pública com Flávio para evitar desgaste familiar e impacto na campanha
Aliados da ex-primeira-dama afirmam que a decisão buscou preservar a unidade da família Bolsonaro durante o período eleitoral, enquanto campanha do candidato faz outra leitura política.
25/07/2026
15:00
DA REDAÇÃO
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A trégua pública entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, foi motivada principalmente pela preocupação com o ambiente familiar, segundo pessoas próximas à ex-primeira-dama.
De acordo com interlocutores, Michelle foi aconselhada por aliados a colocar fim ao conflito público após a avaliação de que o desgaste entre integrantes da família Bolsonaro havia atingido um nível considerado insustentável. A preocupação era impedir que as divergências continuassem afetando a imagem do grupo durante a campanha eleitoral.
Outro fator apontado por esse grupo foi o receio de que, em caso de derrota de Flávio Bolsonaro nas urnas, Michelle acabasse responsabilizada pelo enfraquecimento da candidatura e pelo racha interno. Também pesou, segundo esses aliados, a intenção de evitar um agravamento das tensões com o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Os interlocutores da ex-primeira-dama sustentam que a decisão representou uma escolha pela preservação da família e pela redução dos conflitos internos ao longo do período eleitoral.
Integrantes da campanha de Flávio Bolsonaro, no entanto, apresentam outra interpretação para o entendimento entre os dois. Na avaliação desse grupo, Michelle teria aceitado a reaproximação porque pretendia integrar a chapa presidencial como candidata a vice-presidente.
Ainda segundo pessoas ligadas à campanha, existe a avaliação de que, caso Flávio enfrente dificuldades políticas durante a disputa, seja em razão de investigações ou de desgaste de imagem, Michelle estaria em posição de herdar esse capital político e fortalecer uma eventual candidatura futura.
Pessoas próximas à ex-primeira-dama rejeitam essa versão. Segundo elas, Michelle não aceitaria disputar a eleição como vice de Flávio Bolsonaro, embora pudesse considerar esse papel em uma chapa liderada por outro nome.
Os interlocutores também negam que a trégua faça parte de um plano de sucessão política. Eles reiteram que a principal motivação foi reduzir as tensões familiares e evitar que uma eventual derrota eleitoral aprofundasse os conflitos dentro da família Bolsonaro.
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