Em Palmas, Dia Internacional da Não Violência Contra a Mulher é marcado por carreata e início da campanha ’16 Dias de Ativismo’
Programação foi organizada pelo Núcleo de Vigilância e Prevenção de Violências e Acidentes e Promoção da Saúde e Cultura de Paz (Nupav)
25/11/2021
15:15
SECOM
©DIVULGAÇÃO
O ‘Dia Internacional da Não Violência Contra a Mulher’, registrado nesta quinta-feira, 25, foi lembrado em Palmas com a ‘Carreata Nupav Mulher’, organizada pela Secretaria Municipal de Saúde, com a equipe do Núcleo de Vigilância e Prevenção de Violências e Acidentes e Promoção da Saúde e Cultura de Paz (Nupav), em parceria de ativistas pelo fim da violência. Saindo da sede da Semus, a Carreata percorreu a Avenida Teotônio Segurado, em direção a Estação Xerente, passando pelos jardins Aureny III, Aureny I, até a Avenida Tocantins, em Taquaralto.
A mobilização marcou o início da programação da Campanha Internacional ‘16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres’ que irá até o dia 10 de dezembro. O objetivo é conscientizar e sensibilizar a população sobre a necessidade de suprimir a violência contra a mulher.
Representantes de vários órgãos públicos municipais, estaduais, do Tribunal de Justiça, da Defensoria Pública, do Ministério Público, Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM), além de universidades, conselhos e representantes do meio religioso se juntaram a ação.
A coordenadora do Nupav, Leyssane Marta Ayres Arruda, relata que a carreata foi pensada para orientar e informar a sociedade que existe uma rede de proteção.
“Para que deixe de ser violentada, a mulher precisa criar coragem e denunciar o agressor para que tomemos as providências cabíveis e a encaminhe para essa rede de proteção”, confirmou a delegada Lorena Josephine Oyama, da 1ª Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (1ª Deam). Ela ainda reforça que a delegacia é uma das principais portas de entrada para a mulher vítima de violência. “A denúncia é o começo do rompimento do ciclo”.
Atuante nessa ação a coordenadora do Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher (Nudem), da Defensoria Pública, Silvania Barbosa de Oliveira Pimentel, relata que as instituições resolveram se unir para dar a essas mulheres vítimas de agressão o conhecimento de que existe uma rede de apoio. “O Nudem presta atendimento com orientação dos direitos e onde devem buscá-los”, expõe Silvania.
‘16 dias de ativismo’
A campanha dos ‘16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres’ é uma mobilização mundial que ocorre em mais de 160 países, sendo realizada no Brasil desde 2003. Durante 16 dias são realizadas ações com o objetivo de conscientizar a população sobre a necessidade de erradicar a violência contra a mulher e divulgar os mecanismos legais para coibir a violência de gênero.
Nesse período de ativismo é importante que a comunidade tenha visibilidade sobre essas questões, afirma Leila Maria Lopes da Silva, psicopedagoga e representante do Ministério Público do Estado do Tocantins.
Com atuação ostensiva em todas as áreas; tanto no combate como na garantia que o homem agressor tenha um olhar para ele, o Ministério Público destaca o projeto ‘Desconstruindo o mito de Amélia’. Os homens são encaminhados para o sistema judiciário, e são acompanhados com reflexões e instruídos por cursos desenvolvidos para eles, relata a psicopedagoga.
História
Os 16 Dias de Ativismo começaram em 1991, quando mulheres de diferentes países, reunidas pelo Centro de Liderança Global de Mulheres (CWGL), iniciaram uma campanha com o objetivo de promover o debate e denunciar as várias formas de violência contra as mulheres no mundo. A data é uma homenagem às irmãs Pátria, Minerva e Maria Teresa, conhecidas como Las Mariposas, assassinadas em 1961 por integrarem a oposição ao regime do ditador Rafael Trujillo, na República Dominicana.
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