Política / Câmara Federal
Câmara aprova aumento da prisão temporária de 5 para 15 dias e endurece regras para uso de tornozeleira eletrônica
Projeto segue agora para análise do Senado e altera pontos centrais do Código de Processo Penal
26/11/2025
20:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (26), o Projeto de Lei 4.333/2025, que amplia de 5 para 15 dias o prazo da prisão temporária no Brasil. O texto, que ainda precisa ser analisado pelo Senado, promove mudanças significativas no Código de Processo Penal (CPP) e na Lei de Execução Penal (LEP).
A prisão temporária, aplicada em investigações de crimes graves, poderá continuar sendo prorrogada por igual período, a depender da decisão judicial. Com a alteração, a medida se torna mais rígida e amplia o tempo à disposição das autoridades para coleta de provas.
O projeto também cria novos procedimentos para casos de violação de tornozeleira eletrônica. A proposta determina que, ao descumprir as regras de monitoramento, o infrator deverá ser encaminhado imediatamente ao Judiciário. O juiz terá 24 horas para decidir sobre uma eventual regressão do regime de cumprimento de pena.
Hoje, a legislação não define prazo para a decisão judicial, o que gera interpretação variável entre magistrados e atrasos em procedimentos.
A proposta estabelece ainda um prazo de 48 horas para que o magistrado decida sobre regressão de regime nos seguintes casos:
Prática de crime doloso pelo apenado;
Cometimento de falta grave;
Não pagamento de multa criminal quando houver capacidade financeira para quitá-la.
Esse prazo começa a contar após comunicação formal do fato pelo Ministério Público ou pelo delegado responsável.
O PL também amplia o conceito de prisão em flagrante. Além das situações atualmente previstas, será considerado flagrante quando:
O suspeito for localizado logo após ser identificado como autor de crime doloso cometido com violência ou grave ameaça;
Existirem elementos de prova objetivos e contemporâneos que indiquem, sem dúvida, sua autoria;
Houver risco concreto e atual de fuga.
Segundo parlamentares que defenderam o projeto, essa nova hipótese atende a casos em que o autor é identificado rapidamente, mas não é encontrado no local do crime, permitindo uma atuação mais eficiente da polícia.
O texto também determina que todos os atos praticados durante a audiência de custódia — quando o preso é apresentado ao juiz — sejam formalmente documentados e anexados ao processo. O objetivo é permitir o uso dessas informações ao longo da investigação e da ação penal.
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.
Leia Também
Leia Mais
Caiado critica Flávio por levar debate sobre urnas a encontro com embaixadores
Leia Mais
Cristina Kirchner contrata advogado brasileiro para contestar condenação em instâncias internacionais
Leia Mais
Morre aos 50 anos jornalista italiano que revelou declarações de Trump contra Meloni
Leia Mais
Flávio Bolsonaro defende serviços de escritório e nega pagamentos da Copenhagen
Municípios