Política / Eleições 2026
Filhos de Bolsonaro atacam Michelle após críticas públicas a aliado no Ceará
Flávio, Carlos e Eduardo afirmam que ex-primeira-dama desrespeitou decisão atribuída a Jair Bolsonaro e extrapolou sua posição no PL
02/12/2025
07:20
DA REDAÇÃO
©ARQUIVO
A tensão interna no núcleo bolsonarista ganhou força nesta segunda-feira (1º) após os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro criticarem publicamente a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. A crise foi desencadeada por uma reprimenda de Michelle ao deputado federal André Fernandes (PL-CE) durante evento partidário em Fortaleza, quando ela condenou a aproximação do PL cearense com o ex-governador Ciro Gomes (PSDB).
A manifestação da ex-primeira-dama contrariou uma articulação que, segundo o PL local, teria sido autorizada previamente por Jair Bolsonaro antes de sua prisão. A fala de Michelle, no evento de lançamento da pré-candidatura de Eduardo Girão (Novo) ao governo do Ceará, gerou reação imediata.
“Tenho orgulho de vocês, mas fazer aliança com o homem que é contra o maior líder da direita, isso não dá”, declarou Michelle ao criticar o movimento capitaneado por André Fernandes.
A resposta do filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), foi direta. Em entrevista, classificou a postura de Michelle como “autoritária e constrangedora”, afirmando que ela “atropelou o próprio presidente Bolsonaro”, que teria autorizado a aproximação com Ciro Gomes.

Os irmãos seguiram no mesmo tom. O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) compartilhou notícia sobre o episódio e reforçou o discurso de unidade interna submetida à liderança do pai: “Meu irmão Flávio está certo e temos que estar unidos e respeitando a liderança do meu pai, sem deixar nos levar por outras forças”.
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) também criticou Michelle e defendeu André Fernandes, afirmando que o parlamentar “não poderia ser criticado por obedecer” a uma orientação atribuída ao ex-presidente.
O episódio evidencia uma das maiores fissuras públicas já registradas no grupo político desde 2018, agravada pela atual condição de Jair Bolsonaro, preso e impedido de arbitrar diretamente conflitos dentro do PL. A divergência expõe fragilidades na articulação da direita e acirra tensões internas em período de pré-campanha no Ceará.
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