Política / Investigação
Moraes determina quebra de sigilo de servidores suspeitos de acessar dados de ministros do STF
Medida busca apurar possível recebimento de valores em troca de vazamento de informações fiscais
17/02/2026
09:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de quatro servidores públicos investigados por suposta violação de dados de ministros da Corte e de seus familiares. A decisão integra as medidas adotadas no âmbito do Inquérito 4.781, conhecido como inquérito das fake news.
O objetivo da quebra de sigilo é verificar se os servidores receberam vantagem financeira para acessar e eventualmente repassar informações protegidas por sigilo fiscal.
O processo tramita sob sigilo no STF.
Na terça-feira (17), os quatro investigados — que atuavam na Receita Federal — foram alvo de operação da Polícia Federal (PF) autorizada por Moraes. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão.
Além disso, o ministro determinou:
Afastamento imediato das funções públicas;
Uso de tornozeleira eletrônica;
Cancelamento de passaportes;
Outras medidas cautelares restritivas.
As providências foram adotadas após pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).
A investigação ganhou repercussão após a revelação de que o sigilo fiscal da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, teria sido acessado de forma irregular.
Segundo informações apuradas, o filho de outro ministro do STF também teve sua declaração de Imposto de Renda consultada sem autorização judicial.
A apuração busca esclarecer:
Quem realizou os acessos;
Se houve motivação política ou comercial;
Se as informações foram repassadas a terceiros;
E se houve pagamento para obtenção dos dados.
As investigações ocorrem em duas frentes:
Administrativa, no âmbito dos órgãos de controle interno;
Criminal, conduzida pela Polícia Federal sob supervisão do STF.
A quebra de sigilo permitirá rastrear movimentações financeiras e eventuais comunicações que indiquem coordenação ou financiamento da prática.
O caso permanece sob segredo de Justiça.
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