Cidades / Tragédia
Zema e Nikolas enfrentam críticas por atuação durante enchentes que devastam municípios mineiros
Chuvas deixam 62 mortos, milhares de desalojados e ampliam pressão sobre autoridades em Minas Gerais
27/02/2026
09:15
DA REDAÇÃO
©ARQUIVO
As fortes chuvas que atingem Minas Gerais provocaram um cenário de calamidade em diversas cidades da Zona da Mata, com destaque para Juiz de Fora, onde foi decretado estado de calamidade pública na madrugada de terça-feira (24). Segundo dados atualizados, o número de vítimas chegou a 62 mortes, com nove pessoas desaparecidas e milhares de moradores fora de casa.
Em Juiz de Fora, mais de 4.200 pessoas estão entre desabrigados e desalojados. Em Ubá, o Corpo de Bombeiros registrou cerca de 1.200 desalojados e 500 desabrigados. Já em Matias Barbosa, município vizinho, são aproximadamente 810 desalojados. As ocorrências envolvem deslizamentos de terra, alagamentos e destruição de imóveis.
O governador Romeu Zema (Novo) visitou algumas das áreas atingidas, mas passou a ser alvo de críticas nas redes sociais. Parte da população questiona a atuação preventiva do governo estadual diante de eventos climáticos extremos e cobra investimentos em contenção de enchentes e mitigação de desastres.
Durante agenda em Ubá, moradores cobraram ações imediatas de apoio às famílias afetadas. Houve manifestações públicas, com críticas à suposta ausência de medidas estruturais anteriores às chuvas. Internautas também apontaram que as visitas teriam ocorrido após pressão social.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) também foi alvo de críticas nas redes sociais por suposta ausência inicial nas ações de apoio às vítimas. A repercussão se intensificou após troca de mensagens públicas entre o parlamentar e o influenciador digital Rafael Lange, conhecido nas plataformas digitais.
Após o aumento da pressão, o deputado visitou municípios afetados e declarou que a tragédia não foi inesperada, defendendo providências urgentes para atender a população atingida. Mesmo assim, parte dos internautas voltou a criticar a postura do parlamentar, questionando o tom das manifestações públicas feitas durante a visita.
Os municípios atingidos concentram esforços no resgate de desaparecidos, acolhimento de famílias desalojadas e restabelecimento de serviços essenciais. Equipes do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil e de órgãos estaduais seguem atuando nas áreas afetadas.
Especialistas alertam que o aumento da frequência de eventos climáticos extremos exige planejamento urbano, investimentos em infraestrutura de drenagem e políticas de prevenção de desastres. A tragédia reacendeu o debate sobre gestão de riscos e responsabilidade institucional em situações de calamidade pública.
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