Política / Justiça
Moraes agenda para 14 de abril interrogatório virtual de Eduardo Bolsonaro no STF
Ex-deputado será ouvido por videoconferência em ação que apura coação no curso do processo, obstrução de investigação e tentativa de pressionar o Judiciário brasileiro a partir dos Estados Unidos
31/03/2026
17:30
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), marcou para o dia 14 de abril de 2026, às 14h, o interrogatório do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A oitiva será realizada por videoconferência, já que o ex-parlamentar está nos Estados Unidos. A decisão também prevê a intimação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Defensoria Pública da União (DPU) para acompanhar a audiência.
Eduardo Bolsonaro é réu no STF por coação no curso do processo, obstrução de investigação de infração penal envolvendo organização criminosa e abolição violenta do Estado Democrático de Direito, segundo o andamento da ação citado por veículos que tiveram acesso ao despacho de Moraes. A defesa sustenta que a atuação do ex-deputado está amparada pela liberdade de expressão.
De acordo com a denúncia apresentada pela PGR, Eduardo teria atuado em articulação com Paulo Figueiredo Filho nos Estados Unidos para buscar medidas e sanções que pressionassem o sistema de Justiça brasileiro durante o julgamento relacionado à tentativa de golpe. Para a acusação, houve tentativa de constranger a atuação jurisdicional do Supremo por meio de contatos políticos no exterior.
Segundo os relatos publicados nesta terça-feira, Eduardo mora nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025 e não retornou ao Brasil desde então. A audiência foi marcada em formato remoto justamente por essa razão.
O contexto da ação está ligado ao julgamento da trama golpista de 2022, processo no qual o ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão, conforme registraram agências internacionais nas últimas semanas ao noticiar sua transferência para prisão domiciliar humanitária.
Eduardo Bolsonaro também perdeu o mandato de deputado federal no fim de 2025, após decisão da Mesa Diretora da Câmara, em razão de excesso de faltas, conforme noticiado pela imprensa nacional. Além disso, seu nome aparece em procedimento administrativo mencionado em reportagens sobre ausência no cargo de escrivão da Polícia Federal em Angra dos Reis (RJ).
Com a marcação do interrogatório, o STF avança em mais uma etapa de um processo que envolve acusações de pressão internacional contra instituições brasileiras e tentativa de interferência sobre decisões do Judiciário em um dos episódios mais sensíveis da crise política pós-eleitoral.
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