Palmas (TO), Quinta-feira, 16 de Abril de 2026

Política / Justiça

PF vai cobrar explicações dos EUA após soltura de Alexandre Ramagem

Ex-deputado deixou centro de detenção na Flórida antes de reunião entre autoridades brasileiras e americanas, e razões da liberação ainda não foram informadas oficialmente

16/04/2026

10:15

DA REDAÇÃO

©ARQUIVO

A Polícia Federal terá nesta quinta-feira, 16 de abril, uma reunião com representantes dos Estados Unidos para esclarecer em que condições ocorreu a soltura do ex-deputado federal Alexandre Ramagem, liberado na quarta-feira, 15, após dois dias detido em Orlando, na Flórida. Segundo as informações divulgadas até agora, o Brasil não foi formalmente comunicado sobre a libertação antes de ela ocorrer.

O encontro entre a PF e autoridades americanas já estava previsto antes mesmo da confirmação da soltura. A intenção inicial era discutir o caso e tentar evitar que Ramagem deixasse a custódia migratória, cenário que acabou se concretizando antes da conversa entre os dois lados. As razões que levaram o ICE, o serviço de imigração dos EUA, a liberar o ex-parlamentar ainda não foram tornadas públicas.

Ramagem havia sido preso na segunda-feira, 13 de abril, por questões migratórias e levado a um centro de detenção no condado de Orange, na Flórida. Na manhã desta quinta, o nome dele já não constava mais nos registros públicos de custódia, o que confirmou a liberação. A Agência Brasil informou que ele foi solto após passar dois dias detido nos Estados Unidos.

O caso é acompanhado de perto pelo governo brasileiro porque Alexandre Ramagem é considerado foragido da Justiça brasileira. De acordo com a Agência Brasil, ele é alvo de pedido de extradição apresentado às autoridades americanas.

Segundo a mesma apuração, a saída de Ramagem do Brasil ocorreu em setembro do ano passado, quando ele deixou o país pela fronteira com a Guiana e seguiu para os Estados Unidos. A PF sustenta que a fuga ocorreu para evitar o cumprimento da pena imposta no processo ligado à trama golpista, no qual ele foi condenado a 16 anos de prisão.

Além de buscar esclarecimentos sobre a soltura, as autoridades brasileiras tentam manter a cooperação com os órgãos americanos para acelerar as medidas migratórias e judiciais cabíveis. No momento, porém, o ponto central é entender por que a liberação ocorreu antes de qualquer definição conjunta entre os dois países. Como esse detalhe ainda não foi explicado oficialmente pelo lado americano, a reunião desta quinta passou a ser tratada como decisiva para o próximo passo do caso.


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