Economia / Indicadores
Brasil cresce 1,1% no primeiro trimestre e fica entre os maiores avanços em ranking internacional
Desempenho do PIB brasileiro supera média dos países da OCDE, que avançaram 0,4% no mesmo período
29/05/2026
13:15
DA REDAÇÃO
O Brasil ficou entre as economias com melhor desempenho no primeiro trimestre de 2026, ao registrar crescimento de 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em relação ao quarto trimestre de 2025. O resultado coloca o país à frente da média dos países que integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que avançaram 0,4% no mesmo período.
Embora o Brasil não faça parte da OCDE, o desempenho nacional foi comparado ao de cerca de 30 países que já divulgaram seus dados econômicos referentes ao primeiro trimestre. Na lista, o crescimento brasileiro aparece atrás apenas da Coreia do Sul, que avançou 1,7%, e da China, com alta de 1,6%.
Segundo os dados da OCDE e do IBGE, o ritmo de crescimento entre os países da organização acelerou no início de 2026. A média passou de 0,2% no quarto trimestre de 2025 para 0,4% no primeiro trimestre de 2026.
Entre os países analisados, 20 economias registraram crescimento, enquanto França e Portugal ficaram estáveis. Outras seis economias tiveram retração: Suécia, Chile, Lituânia, Israel, México e Irlanda.
O resultado brasileiro ganhou destaque porque superou economias relevantes do cenário internacional, como Estados Unidos, Reino Unido, Japão, Alemanha, Canadá, Itália e Espanha. O avanço de 1,1% reforça o bom desempenho da atividade econômica nacional no começo do ano.
Entre os países do G7, grupo que reúne algumas das maiores economias do mundo, houve aceleração no Reino Unido e nos Estados Unidos. No caso britânico, o crescimento passou de 0,2% no quarto trimestre para 0,6% no primeiro trimestre. Nos Estados Unidos, a alta foi de 0,1% para 0,4%, conforme a lista comparativa apresentada.
A OCDE apontou que os dados norte-americanos refletem avanço das exportações e aumento dos investimentos. Também houve influência da recuperação dos gastos federais após a paralisação do governo.
A China, que assim como o Brasil não integra a OCDE, registrou crescimento de 1,6% no primeiro trimestre de 2026 em relação aos três meses anteriores. Na comparação anual, a economia chinesa avançou 5%, acima dos 4,5% registrados no trimestre anterior.
A entidade também destacou a aceleração do crescimento no Japão, de 0,2% para 0,5%, e na Alemanha, de 0,2% para 0,3%. Já a zona do euro teve crescimento mais modesto, de 0,1%, segundo estimativa preliminar.
Entre os países da OCDE com dados disponíveis, a Coreia do Sul apresentou o maior crescimento trimestral, com alta de 1,7%. Em seguida aparecem Finlândia, com 0,9%, e Hungria e Suíça, ambas com 0,8%.
Na outra ponta, a Irlanda teve a maior retração, com queda de 2% no PIB. Israel e México registraram recuo de 0,8% cada.
Apesar do resultado positivo no primeiro trimestre, analistas avaliam que os próximos dados podem ser impactados pelo cenário internacional. A guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã elevou pressões sobre preços e pode afetar o consumo das famílias, os custos de produção e o ritmo da economia global no segundo trimestre.
O desempenho do Brasil, no entanto, mostra que a economia nacional iniciou 2026 com expansão acima da média internacional, em um ambiente marcado por crescimento moderado entre países desenvolvidos e instabilidade geopolítica.
Variação do PIB no 1º trimestre de 2026
Em relação ao trimestre anterior, em %
Coreia do Sul: 1,7
China: 1,6
Brasil: 1,1
Finlândia: 0,9
Hungria: 0,8
Suíça: 0,8
Eslovênia: 0,7
Colômbia: 0,6
Estônia: 0,6
Espanha: 0,6
Reino Unido: 0,6
Japão: 0,5
Polônia: 0,5
Estados Unidos: 0,4
Canadá: 0,4
Costa Rica: 0,3
Alemanha: 0,3
Áustria: 0,2
Bélgica: 0,2
República Tcheca: 0,2
Itália: 0,2
República Eslovaca: 0,2
Países Baixos: 0,1
França: 0,0
Portugal: 0,0
Suécia: -0,2
Chile: -0,3
Lituânia: -0,4
Israel: -0,8
México: -0,8
Irlanda: -2,0
Fontes: OCDE e IBGE.
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