Palmas (TO), Terça-feira, 21 de Julho de 2026

Política / Eleições 2026

Lula fecha palanques em 25 estados e no DF; Flávio mantém seis indefinições

Com as convenções partidárias abertas, presidente busca acordo em Goiás, enquanto senador ainda negocia alianças em seis unidades da Federação

20/07/2026

09:15

DA REDAÇÃO

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) inicia o período das convenções partidárias com palanques encaminhados em 25 estados e no Distrito Federal. O principal impasse da campanha petista permanece em Goiás, onde o diretório estadual e a direção nacional divergem sobre o candidato ao governo.

O senador Flávio Bolsonaro (PL), por sua vez, ainda enfrenta indefinições em Alagoas, Amapá, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais e Pernambuco. Além das articulações estaduais, o pré-candidato ainda precisa definir quem ocupará a vaga de vice em sua chapa presidencial.

As negociações entram em uma fase decisiva nesta segunda-feira, 20 de julho, com a abertura oficial das convenções. Os encontros podem ser presenciais, virtuais ou híbridos e devem ocorrer até 5 de agosto, prazo para que partidos e federações escolham seus candidatos e deliberem sobre eventuais coligações. 

Definição em Minas reduz pendências de Lula

Um dos principais avanços da articulação petista ocorreu em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país. O deputado federal e ex-ministro Patrus Ananias (PT) foi escolhido para assumir a pré-candidatura ao governo estadual, resolvendo uma negociação que se arrastava havia meses. 

Antes da definição, Lula e o PT haviam avaliado outros nomes, entre eles o senador Rodrigo Pacheco (PSB), o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), o empresário Josué Gomes (PSB) e a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT).

Minas é considerado estratégico por concentrar um dos maiores eleitorados do Brasil e pela importância histórica do resultado estadual nas disputas presidenciais.

Com o palanque mineiro encaminhado, o único estado sem acordo fechado para a campanha de Lula é Goiás.

PT enfrenta divergência interna em Goiás

O diretório goiano do PT decidiu apoiar a pré-candidatura do ex-deputado estadual Luis Cesar Bueno ao governo. A posição contraria a preferência da direção nacional e do presidente Lula, que defendem o lançamento da deputada federal Adriana Accorsi.

Presidente estadual do partido, Accorsi resiste à possibilidade de disputar o governo e participou da construção do apoio a Bueno. As duas alas deverão tentar uma composição durante o período das convenções.

Na chapa presidencial, o PT já encaminhou a manutenção do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). A convenção nacional da legenda está prevista para 2 de agosto, em São Paulo, quando Lula deverá ser oficializado candidato à reeleição.

Flávio negocia palanques em seis estados

A campanha de Flávio Bolsonaro chega às convenções sem candidaturas estaduais definidas em seis unidades da Federação.

Em Pernambuco e Alagoas, dirigentes e aliados avaliam a possibilidade de o senador não contar com uma coligação formal para a disputa pelos governos estaduais.

No Espírito Santo, as negociações avançaram em torno do prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos). O entendimento depende de um acordo entre o PL e o Republicanos, mas ainda precisa ser confirmado nas convenções.

Em Minas Gerais, o partido continua discutindo alternativas para montar um palanque competitivo. Maranhão e Amapá também permanecem sem nomes formalmente definidos.

A dificuldade da direita em consolidar candidaturas estaduais, especialmente no Nordeste, já vinha sendo apontada durante as negociações anteriores às convenções. 

Apoio a Ciro Gomes provoca divisão no Ceará

Embora o Ceará não apareça entre os estados sem palanque, a aliança local tornou-se um ponto de tensão dentro do campo bolsonarista.

O PL encaminhou apoio à candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao governo estadual, decisão que provocou divergências entre Flávio Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

A tendência é que o acordo seja mantido, apesar das resistências internas.

No Maranhão, o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), lidera a articulação oposicionista e formou uma chapa com Lahésio Bonfim (Novo) e André Fufuca (PP) como pré-candidatos ao Senado. Braide, contudo, procura manter distância formal tanto do PT quanto do PL.

Partidos têm até 15 de agosto para registrar candidatos

Depois das convenções, partidos, federações e coligações terão até 15 de agosto para encaminhar os pedidos de registro à Justiça Eleitoral.

As candidaturas à Presidência e à Vice-Presidência serão analisadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os tribunais regionais eleitorais ficarão responsáveis pelos registros para governador, vice-governador, senador e deputados.

A propaganda eleitoral nas ruas e na internet poderá começar em 16 de agosto. O calendário oficial das eleições de 2026 está estabelecido pela Resolução nº 23.760, aprovada pelo TSE. 


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