Artigo / Opinião
Recordações da Copa de 2026
20/07/2026
14:00
Cláudio Henrique de Castro
©REPRODUÇÃO
O que marcou na Copa de 2026 para o Brasil?
Deixemos o lirismo de lado porque o futebol é a bola na rede e a tática bem aplicada.
Para esquecer: as dancinhas ridículas dos jogadores da Seleção após os minguados gols; Neymar e adjacências; Vini Jr. e as aventuras amorosas; o pênalti perdido; o minuto seguinte à eliminação, ao perceber que ninguém chorou de verdade e que todos estavam com cara de saco cheio; no dia seguinte à derrota, os festejos, a farra e a tradicional bebedeira. O nem aí para o manto canarinho.
Nos Estados Unidos: o racismo oficial e escancarado; Donald Trump acenando para as vaias no final da Copa; a Fifa faturando US$ 13 bilhões; a média dos ingressos em US$ 2 mil e, na final, US$ 11 mil por assento, apenas para torcedores ricos.
Jogadores em final de carreira sendo convocados; um técnico estrangeiro que jamais derramaria uma lágrima pela Seleção; uma CBF confusa, corrupta e sem direção.
Zero planejamento para a próxima Copa.
E a Espanha? Fez a lição de casa e ganhou.
E a Argentina? Achou, num sonho delirante, que Messi se compara a Pelé e, no final, deu as costas para a comemoração da Espanha. Uma vergonha parcelada, no cartão, em doze vezes.
E a Madonna, hein? Flertando com Ronaldinho Gaúcho.
Ronaldo, o Fenômeno, dirigindo um buggy off-road, num rolê aleatório, com cara de quem já sabia que o Brasil não iria a lugar nenhum.
E o juiz?
O retrato do escárnio e da falta de critérios para apitar faltas e fazer expulsões. No fim, ganhou uma medalha por isso. É a Fifa, essa esfinge que ninguém decifra e por ela é consumido.
O caneco, que não é mais caneco, sendo levado numa sacola de plástico para a Espanha pelo craque cabeludo dos vitoriosos.
A bola não respeita o desaforo, a empáfia e a indisciplina.
Ver a piazada queimando o álbum de figurinhas foi a imagem da Copa para muitas crianças. Algo como:
“Nunca mais queremos ver a cara desses jogadores, nem do técnico.”
Quem mais ganhou na Copa? As bets.
O que restou? Relembrar o passado de glórias e a eterna Seleção de 1970.
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