Política / Justiça
PF mira ex-ministro de Bolsonaro em nova fase da Operação Sem Desconto; STJ determina uso de tornozeleira
Ação também prendeu o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto e cumpre mandados contra o deputado Euclydes Pettersen
13/11/2025
07:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (13), uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga o esquema de descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS. Entre os principais alvos está o ex-ministro da Previdência José Carlos Oliveira — também conhecido como Ahmed Mohamad — que comandou a pasta durante o governo de Jair Bolsonaro.
Por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Oliveira deverá usar tornozeleira eletrônica, além de cumprir outras medidas cautelares, como busca e apreensão em endereços ligados a ele.
A operação atinge diretamente figuras centrais da gestão previdenciária nos últimos anos:
José Carlos Oliveira (ex-ministro) – alvo de monitoramento eletrônico e buscas;
Alessandro Stefanutto (ex-presidente do INSS) – preso nesta manhã;
Euclydes Pettersen (deputado federal – Republicanos/MG) – alvo de buscas e apreensões.
Stefanutto havia sido afastado e posteriormente demitido em abril, quando o escândalo das fraudes veio à tona.
O esquema revelado pelo Metrópoles consistia em realizar descontos associativos não autorizados diretamente nos benefícios previdenciários, reduzindo o valor recebido por aposentados e pensionistas.
As cobranças eram lançadas como se os segurados tivessem aderido a associações que prometiam serviços como:
Assistência jurídica,
Descontos em academias,
Planos de saúde.
Na prática, as associações não prestavam os serviços prometidos.
Dados do INSS revelam a dimensão do prejuízo:
6 milhões de beneficiários disseram não reconhecer os descontos;
4,8 milhões confirmaram irregularidades e estão aptos à devolução;
A devolução está sendo paga em parcela única;
O prazo para contestar descontos indevidos foi prorrogado até 14 de fevereiro de 2026.
A PF e a Controladoria-Geral da União (CGU) cumprem:
63 mandados de busca e apreensão,
10 mandados de prisão preventiva,
Outras medidas cautelares.
A operação alcança 17 estados, além do Distrito Federal.
Os investigados podem responder por:
Inserção de dados falsos em sistemas públicos;
Estelionato previdenciário;
Corrupção ativa e passiva;
Organização criminosa;
Lavagem de dinheiro.
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