Política / Economia
Crise na Venezuela pode pressionar preço dos combustíveis em MS, além do aumento do ICMS
Bombardeios em Caracas e choque geopolítico elevam risco no mercado do petróleo e podem refletir nas bombas
03/01/2026
10:30
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
Os bombardeios em Caracas e a suposta captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, por forças dos Estados Unidos podem pressionar ainda mais o preço dos combustíveis em Mato Grosso do Sul, que já enfrenta reajuste tributário a partir deste sábado (3).
Segundo a CBS News, a operação teria sido conduzida por equipes da Delta Force. Durante a madrugada, explosões foram ouvidas em Caracas, com aeronaves sobrevoando a capital em baixa altitude. O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou a operação, sem informar o destino do casal.
Antes mesmo da escalada internacional, postos de combustíveis em MS já se preparavam para um aumento devido ao ICMS. O reajuste acrescenta:
R$ 0,10 por litro na gasolina;
R$ 0,05 por litro no diesel.
A elevação decorre da Lei Complementar nº 192/2022 e foi formalizada pelos Convênios ICMS nº 112/2025 e nº 113/2025 do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária).
De acordo com o presidente do Sinpetro-MS, Edson Lazarotto, o reajuste é exclusivamente tributário e tende a ser repassado ao consumidor independentemente de preços da Petrobras, margens, frete ou mistura de biocombustíveis.
Com a crise na Venezuela, não se descarta nova pressão sobre os preços. Lazarotto explica que o petróleo é precificado no mercado internacional com base em oferta e demanda, riscos e expectativas.
“Eventos geopolíticos graves — como conflitos armados, intervenções militares ou instabilidade em países produtores — elevam a percepção de risco e empurram os preços do petróleo para cima no curto prazo, porque o mercado antecipa possíveis reduções de oferta ou interrupções no fornecimento”, afirmou.
Ele lembra que a Venezuela detém historicamente as maiores reservas de petróleo do mundo e, mesmo com produção abaixo do potencial, qualquer turbulência no país gera especulação e influencia as cotações internacionais do barril.
“Ainda é um elemento sensível no equilíbrio global da oferta”, completou.
Reajuste do ICMS já em vigor pode elevar preços nas bombas;
Crise internacional pode pressionar o barril no mercado global;
Repasse ao consumidor depende da evolução das cotações e da duração do conflito.
Uma coletiva de imprensa do governo americano foi anunciada para as 13h (horário de Brasília), o que pode trazer novos detalhes e influenciar a reação dos mercados.
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