Política / Internacional
Alexandre Ramagem deixa centro de detenção migratória nos Estados Unidos após prisão em Orlando
Ex-deputado havia sido detido pelo ICE por questões migratórias; soltura foi informada nesta quarta-feira, enquanto seguem incertezas sobre extradição e situação no país
15/04/2026
18:30
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O ex-deputado federal Alexandre Ramagem deixou, nesta quarta-feira, 15 de abril, o centro de detenção do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos (ICE) em Orlando, na Flórida, após ter sido preso no início da semana por questões migratórias. A informação sobre a liberação foi divulgada por veículos de imprensa ao longo do dia, depois da confirmação anterior de que ele estava sob custódia das autoridades americanas.
Ramagem havia sido detido na segunda-feira, 13 de abril, em território americano. A prisão foi registrada após a confirmação, por parte do sistema de imigração dos Estados Unidos, de que o ex-parlamentar estava sob custódia do ICE. A detenção ocorreu meses depois de ele deixar o Brasil e passar a viver nos Estados Unidos.
A situação migratória do ex-deputado passou a ser acompanhada de perto porque ele é alvo de pedido de extradição apresentado pelo governo brasileiro no fim de 2025. Segundo a Agência Brasil, o nome de Ramagem também consta na lista de procurados da Interpol, após sua fuga do país.
A cobertura internacional relata que Ramagem foi condenado no Brasil a mais de 16 anos de prisão por participação na trama golpista ligada aos atos contra o resultado eleitoral de 2022 e que, depois da condenação, perdeu o mandato parlamentar. Reuters e Associated Press registraram que ele foi preso nos Estados Unidos após já estar foragido da Justiça brasileira.
Apesar da liberação desta quarta-feira, o desfecho jurídico e migratório do caso continua indefinido. Até aqui, as informações públicas indicam que a detenção ocorreu por questões migratórias, mas ainda não há confirmação oficial de como os Estados Unidos tratarão, a partir de agora, o pedido de extradição formulado pelo Brasil.
Há também versões divergentes sobre as circunstâncias que antecederam a abordagem das autoridades americanas. Parte da cobertura menciona hipóteses como abordagem após infração de trânsito ou uso de documento cancelado, mas esses pontos não aparecem confirmados de forma conclusiva nas fontes oficiais consultadas.
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