Palmas (TO), Quinta-feira, 16 de Julho de 2026

Política / Economia

Caiado critica Lula e Flávio Bolsonaro após tarifa dos EUA e cobra reação firme do Brasil

Pré-candidato ao Planalto afirma que governo adotou respostas insuficientes e acusa senador de pedir apenas o adiamento do tarifaço

16/07/2026

08:45

DA REDAÇÃO

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O pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em meio à decisão dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 25% sobre parte dos produtos brasileiros.

A manifestação foi publicada na quarta-feira (15), antes da confirmação oficial da medida pelo governo norte-americano. Em mensagem divulgada na rede social X, Caiado afirmou que o Brasil precisa abandonar uma postura que classificou como excessivamente passiva nas negociações comerciais.

“Chega de negociar de joelhos”, declarou o ex-governador de Goiás, ao defender uma resposta mais firme do país diante das restrições impostas aos produtos nacionais.

Críticas à condução do governo Lula

Na publicação, Ronaldo Caiado afirmou que o agronegócio brasileiro teria enfrentado dificuldades comerciais relacionadas à China, à União Europeia e aos Estados Unidos.

Segundo ele, o governo Lula não teria apresentado respostas suficientes para proteger o setor, adotando apenas medidas paliativas diante das barreiras impostas ao comércio brasileiro.

A declaração foi feita no contexto da escalada das tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos, após a conclusão de uma investigação norte-americana sobre supostas práticas consideradas prejudiciais a empresas e exportadores daquele país.

Caiado também mira Flávio Bolsonaro

Além das críticas ao governo federal, Caiado atacou Flávio Bolsonaro por causa da viagem feita pelo senador aos Estados Unidos no último dia 7.

De acordo com o pré-candidato, o parlamentar teria buscado apenas o adiamento da nova tarifa, e não a retirada definitiva da medida.

“Flávio foi aos EUA implorar a Trump que adie o tarifaço até depois da eleição. Não pediu para cancelar, pediu para adiar. Para ele, o agro pode quebrar, desde que depois do voto”, afirmou Caiado.

A declaração representa uma acusação política feita pelo ex-governador. O texto original não apresenta resposta de Flávio Bolsonaro às críticas.

Defesa de reciprocidade comercial

Ao apresentar sua posição sobre o tema, Ronaldo Caiado defendeu que o Brasil adote uma política de reciprocidade nas relações comerciais.

Segundo ele, sua proposta seria manter o mercado aberto para os dois lados, com tratamento equivalente entre os países.

A fala ocorre em meio à decisão do governo brasileiro de avaliar medidas com base na Lei de Reciprocidade Econômica, após a confirmação da tarifa norte-americana.

Tarifa entra em vigor no dia 22

A nova alíquota de 25% sobre parte dos produtos brasileiros está prevista para entrar em vigor em 22 de julho.

A medida foi divulgada pelos Estados Unidos após a conclusão de uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR).

O órgão norte-americano alegou a existência de práticas comerciais consideradas desleais e prejudiciais a empresas e exportadores dos Estados Unidos.

Lista prevê produtos isentos

Embora a tarifa tenha alcance amplo, o documento oficial apresenta uma relação de produtos que ficaram fora da nova taxação.

Entre os itens isentos estão café, mel orgânico, açaí, carne bovina, laranja, terras-raras e outros produtos.

Também foram poupados determinados insumos industriais, mercadorias do setor aeroespacial, aeronaves civis, motores e componentes.

Produtos de aço e alumínio que já estão submetidos a outras tarifas também não foram incluídos nessa nova etapa de taxação.

Etanol e máquinas agrícolas serão atingidos

Entre os produtos sujeitos à alíquota de 25% estão etanol, máquinas agrícolas, calçados, vestuário, produtos químicos, papel e açúcar.

A medida pode atingir setores relevantes da economia brasileira e provocar impacto sobre exportadores, cadeias produtivas e empregos ligados ao comércio com os Estados Unidos.

O governo federal informou que pretende avaliar mecanismos de resposta e possíveis medidas de reciprocidade diante da decisão norte-americana.


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