Política Internacional
EUA retiram Alexandre de Moraes e esposa da lista de sanções da Lei Magnitsky
Governo norte-americano não detalhou os motivos da decisão; ministro do STF havia sido incluído em julho e teve eventuais bens bloqueados
12/12/2025
13:50
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O governo dos Estados Unidos retirou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e sua esposa, Viviane Barci de Moraes, da lista de pessoas sancionadas pela Lei Magnitsky, instrumento utilizado pelo país para punir estrangeiros acusados de violações de direitos humanos ou corrupção grave.
A informação foi confirmada nesta sexta-feira (12 de dezembro de 2025) em comunicado oficial das autoridades norte-americanas. Não foram divulgadas as razões que levaram à retirada dos nomes da lista.
Alexandre de Moraes foi incluído na lista da Lei Magnitsky em julho deste ano, em meio a tensões diplomáticas e críticas de setores da direita internacional às decisões do ministro no STF, especialmente relacionadas a investigações sobre ataques às instituições democráticas brasileiras, atos antidemocráticos e crimes contra o Estado de Direito.
Na ocasião, a sanção causou forte repercussão política e jurídica no Brasil.
Com a inclusão na lista, Moraes, sua esposa e uma empresa pertencente ao casal passaram a sofrer uma série de restrições impostas pela legislação norte-americana, entre elas:
Bloqueio de eventuais bens e ativos financeiros localizados nos Estados Unidos;
Proibição de cidadãos e empresas americanas realizarem negócios com os sancionados;
Restrições de natureza financeira e comercial vinculadas ao sistema bancário internacional que opera sob regras dos EUA.
Com a retirada dos nomes, todas essas sanções deixam de ter efeito imediato.
O comunicado divulgado pelo governo dos Estados Unidos não detalha os fundamentos da decisão, tampouco informa se houve revisão técnica, diplomática ou jurídica do caso.
Até o momento, Alexandre de Moraes e sua esposa não se manifestaram publicamente sobre a retirada da lista.
A inclusão de um ministro da Suprema Corte brasileira na lista da Lei Magnitsky foi considerada incomum por especialistas em relações internacionais e direito internacional, uma vez que a norma costuma ser aplicada contra autoridades estrangeiras acusadas de graves violações de direitos humanos, corrupção sistêmica ou repressão estatal.
A retirada do nome de Moraes ocorre em um momento de intensa judicialização da política brasileira, com o STF conduzindo julgamentos relacionados à tentativa de golpe de Estado, aos atos de 8 de Janeiro e à responsabilização de lideranças políticas e militares.
Analistas avaliam que a decisão pode representar um alívio nas relações institucionais entre Brasil e Estados Unidos, após meses de ruído diplomático provocado pela sanção.
Apesar disso, o governo americano não indicou se a retirada representa mudança de posição política ou apenas o encerramento de uma análise administrativa.
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